
Filmes sobre vampiros estão na moda. A maioria, voltada para o público adolescente. E, quase sempre, falam sobre relações de amor que não podem se concretizar - já que um dos envolvidos é imortal e se alimenta de sangue humano. O sueco Deixa ela entrar é quase assim. Quase. Também fala de um relacionamento improvável, só que vai mais além. Mostra o despertar do desejo entre dois pré-adolescentes fadados à solidão.
Oskar é um garoto que sofre com a violência dos colegas e se vê incapaz de reagir. Até que uma misteriosa menina, Eli, aparentando a mesma idade, se muda para o apartamento ao lado. A amizade entre os dois se fortalece à medida em que um compreende o drama do outro: ele precisa se livrar das constantes ameaças dos colegas; ela precisa arrumar sangue.
Outro ponto que diferencia Deixa ela entrar das demais produções do gênero é o capricho estético. O filme é bem fotografado e bem montado. Além disso, tem um roteiro muito bem amarrado, que vai deixando a trama se desenvolver sem sobressaltos. Vai muito além do mero terror, pois é denso e sensível. Na medida certa.
Tudo isso sem mostrar um canino pontudo sequer. Muito bom!








