
Se você curte Os Simpsons, já deve ter visto o nome de James L. Brooks nos créditos do desenho animado. Pois bem, aqui ele assina a direção. Por isso, era de se esperar que a comédia romântica Como você sabe tivesse um pouco de tutano. Não tem. E não somente falta tutano, como o filme é um desperdício de talentos.
Já estou convencido que todo a comédia romântica é clichê. Se não for clichê, não é uma comédia romântica - como escreveu Álvaro de Campos (ou Fernando Pessoa), ao afirmar que toda a carta de amor é ridícula, que não seria uma carta de amor se não fosse ridícula. Acontece que, em Como você sabe, até o clichê é ridículo. O filme conta a história do encontro entre uma jogadora de softball que é cortada da seleção estadunidense e um executivo que recebe uma intimação judicial, acusado de fraude financeira. Os dois repassam as suas vidas diante dos problemas que enfrentam.
O elenco é verdadeiramente um desperdício de talentos: Reese Witherspoon faz par romântico com Paul Rudd (que está ameaçado de ficar estereotipado). Jack Nicholson e Owen Wilson completam o escrete. Em virtude das rubricas insossas de seus personagens, ninguém rende o que pode e não há qualquer química entre eles. A única coisa interessante de Como você sabe são alguns poucos diálogos, que fogem à regra das comédias românticas.
Entretanto, logo vem um desfecho absurdamente sem graça, numa cena patética, que acaba com qualquer esforço de empatia.


