
Criança tem cada idéia... Imagine poder usar poderes restritos aos heróis que salvam a Terra para resolver picuinhas no colégio, problemas na vizinhança ou simplesmente para virar o centro das atenções? No filme de Garth Jennings, o bacana é ser o filho do Rambo.
Baseado nas memórias do próprio diretor, o roteiro conta a história de dois amigos que se envolvem na filmagem de um curta caseiro, justamente o tal Son of Rambow - com esse w mesmo, sobrando, por causa de direitos autorais. Lee Carter, praticamente um minimeliante com problemas familiares, tem a câmera na mão; Will Proudfoot, praticamente um miniclérigo vindo de família conservadora, tem a coragem para fazer as cenas de ação mais perigosas. Juntos, eles dão asas à imaginação para inscrever o filme em um concurso de jovens talentos.
Tem muita gente apostando que Son of Rambow pode ser o novo Pequena Miss Sunshine. O motivo: a recepção calorosa que o filme teve no último festival de Sundance. Porém, as devidas proporções precisam ser guardadas. Sim, ambos falam sobre o olhar inocente das crianças. Porém, este aqui é britânico, com um humor completamente diferente do estadunidense, muito mais contido.
Jennings foi o responsável pela fraca adaptação da maravilhosa série de livros do Mochileiro das Galáxias. Aqui, apesar de alguns bons momentos, mais uma vez sua história não decola. A sátira possível ao Rambo original se perde um pouco em meio às histórias de vida dos personagens, criando um tom dramático que não funcionaria se a proposta fosse, realmente, fazer humor com a figura quase arquetípica de Rambo. O desfecho, presumível, comprova que faltou um pouco mais de ousadia.





