
Para quem não o conhece, Banksy é simplesmente genial! Um dos maiores nomes do que se convencionou chamar de street art. Suas obras, nada convencionais, são apreciadas no mundo inteiro. Sua ousadia também. E a sua identidade é secreta. Por isso, antes mesmo de falar sobre Exit Through the Gift Shop, indico uma passada no site do cara, aqui.
O filme é um documentário que conta como a arte das ruas pode ganhar as galerias de arte, perdendo uma força contestadora em nome da mercantilização. Mais ainda: mostra como Banksy criou um monstrinho, Mr. Brainwash. Tudo tem início quando um cinegrafista, Thierry Guetta, decide fazer um filme sobre os grafiteiros. Correndo atrás de entrevistas com os artistas, ele tem em Banksy a sua grande estrela. Obcecado por imagens, registra tudo com a sua câmera. Porém, na hora de montar o documentário, o resultado não é satisfatório. Banksy, então, o aconselha a abandonar a câmera e fazer, ele mesmo, street art. Eis que surge o Mr. Brainwash.
Em pouco tempo, Guetta reúne a imprensa ao seu redor, se tornando um artista badalado e milionário. O valor artístico de suas obras, inevitavelmente, é contestado. Com Exit Through the Gift Shop, Banksy não quer discutir exatamente o comportamento do Mr. Brainwash, mas sim apresentar uma espécie de problema paradoxal: a arte de rua confinada em espaços fechados.
O filme contém boa parte das intervenções de Banksy, além de apresentar uma penca de novos artistas de rua com trabalhos incríveis. Por isso, é bem mais do que um doc problematizando a questão da obra de arte. E, por isso, vai interessar a diferentes tipos de público.










