
A educação britânica tem fama de ser bastante rígida e conservadora. A escritora Lynn Barber sofreu na pele a pressão pelo diploma, e acabou escrevendo suas memórias sobre o período. Aí, veio Nick Hornby, talvez um dos autores mais bacanas da literatura inglesa contemporânea, e transformou as vivências de Barber, que por si só já eram bastante interessantes, num belo roteiro para a tela grande.
Não há como não se envolver com Educação, mesmo que você seja do sexo masculino e a história tenha enfoque feminino. Trata-se de um filme muito bem feito. Ambientado na década de 60, acompanhamos as diversas descobertas da jovem protagonista, a adolescente Jenny, sobre questões essenciais na formação do caráter. Lições que a escola, por mais qualificada que seja, não dá. Com bastante sensibilidade, são abordados temas como amor, sexo, família e ética.
O ponto alto do filme são as interpretações, que beiram a perfeição. Carey Mulligan dá o brilho e a empatia necessários à protagonista. Alfred Molina, como o patriarca austero que investe na educação da filha, está perfeito. Peter Sarsgaard faz par romântico com Mulligan, em uma atuação bastante convincente. Direção de arte e fotografia não ficam para trás. Ou seja, Educação é tão bom tecnicamente quanto dramaticamente.









