Se você gosta de assistir aos canais de esportes radicais, é bem provável que curta o novo filme da Charlize Theron. Ela faz de tudo um pouco: escala, rema, mergulha, nada, corre. E tudo para fugir de um predador, como diz o título em português.
O roteiro conta a história dessa mulher que desafia os limites em escaladas perigosas com o marido. Os dois, alpinistas muito experientes. Só que aos cinco minutos de projeção, por conta de sua teimosia em ignorar os sinais de perigo e do vício em adrenalina, eles sofrem um acidente.
Tá, vou contar: o marido, que estava com um mau pressentimento, despenca e morre.
Então, ela tem a brilhante ideia de curar o trauma viajando para a Austrália. Para curtir a natureza? Não, para continuar se desafiando em atividades radicais. E lá vai ela, sozinha, fazer alpinismo, rapel, canoagem em corredeiras etc. Só que aí, no meio do caminho, ela encontra um psicopata. Armado com uma besta e sofrendo de um transtorno psiquiátrico, ele a persegue como se fosse uma caça.
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| "Jogo do predador"... Acho que me confundi! |
O problema aqui é que o argumento é muito estranho. O tal jogo, em determinado ponto, fica distante do que foi proposto lá no começo. As motivações das personagens são confusas (tanto da caça quanto do caçador) e a explicação para o tal jogo, que não é jogo, é bem esquisita. A atuação de Taron Egerton, o psicopata, lembra muito a de James McAvoy na trilogia Estrail 177, de M. Night Shyamalan - e eu ainda não sei se acho isso bom ou ruim.
Vai ter gente esperando o Predador seguindo a Charlize, certeza! Tanto que, quando fui jogar no Google o título para buscar a imagem do poster, apareceu de cara um jogo do alienígena para PS4.




