Difícil, muito difícil acreditar que o Stephen King, que detestou a brilhante adaptação de Stanley Kubrick para o seu O iluminado, tenha elogiado calorosamente A vida de Chuck. Mas pior que é verdade, bicho. Inclusive, disse publicamente o escritor - um reconhecido chato de galochas -, que o filme teria elevado o nível do seu texto. Inacreditável, porque estamos diante de uma das obras cinematográficas mais chatas e enfadonhas dos últimos anos, senhoras e senhores.
A história, contada em três atos (e começando estapafurdiamente pelo terceiro na esperança malograda de fomentar algum suspense), fala sobre a vida desse cara, o Chuck.
E é isso.
Vão dizer que é um filme diferente, mais contemplativo, onírico, lírico - já empilharam todos esses predicados por aí, na tentativa de defesa de que vale a pena ver um conto do Stephen King que não segue o gênero que o consagrou. Mas nem vale, é ruim demais mesmo. Se quer ver um interessante, que não tenha hotel sinistro, sangue no corredor, cemitério indígena, espantalhos do mal, carros possuídos etc., veja Conte comigo.
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| Podia ser pior: e se fosse um musical? |
Que fique claro: eu nem esperava que fosse mais uma história de terror. No entanto, era de se esperar um mínimo de originalidade. O que se segue na tela é uma sucessão de diálogos horríveis, atuações cheias de maneirismos e um clichê atrás do outro. E a trilha sonora incidental? Pelamor! Exageradamente melodramática, presente o tempo inteiro, atropelando os atores sem trégua, de forma inconveniente e dispensável.
Ah, tem uma cena bem filmada, na qual o Chuck dança no meio da rua ao som de uma artista que toca bateria. Mas é só isso mesmo.
Ba dum tss!


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