
É bem provável que O Vingador Tóxico seja a produção mais famosa da Troma, a infame produtora de filmes b. Todos os ingredientes necessários ao gênero estão lá, em abundância: roteiro estapafúrdio, lições tortas de moral, atuações exageradas e efeitos especiais toscos. Muito toscos! Ou seja, é diversão garantida.
Acompanhamos o surgimento de uma espécie de super heroi justiceiro, cuja fama no undergroud cinematográfico rendeu outras três continuações. A história se passa na fictícia Tromaville, mais precisamente na academia de ginástica local. Lá, Melvin é um faixineiro feio e desajeitado que sofre bullying das gostosonas e dos sarados que frequentam o lugar. Até o dia em que, após uma brincadeira de mau gosto, o pobre coitado cai de cabeça em um barril cheio de resíduos altamente tóxicos. Acaba se transformando em um paladino da justiça, lutando vorazmente contra os maus elementos que contaminam a sociedade.
O filme é repleto de cenas grotescas e violentas, que na verdade são bastante divertidas. Afinal, estamos falando de uma produção de baixo orçamento de 1984. Cabeças esmagadas, miolos espalhados, tripas penduradas e corpos desmembrados fazem a festa dos fãs do gênero. Há também um punhado de cenas polêmicas, que renderam alguns protestos na época. Como, por exemplo, quando um cão-guia é morto com um tiro de escopeta. Ou então, quando um assaltante aponta uma espingarda para a cabeça de um bebê - cena que, inclusive, fez com que o próprio ator abandonasse as filmagens.
O grande barato é não levar o filme a sério, já que esse é realmente o intuito por trás de tudo o que a Troma faz. E faz bem: é cinema barato, criativo e divertido.






