
Se nós, jovens (balzaquianos, uni-vos!), tínhamos Cine Privê, Sexta Sexy e Sessão Nacional, nossos pais tinham Russ Meyer! Grande sujeito, responsável pelos primeiros filmes repletos de peitinhos e bundões desnudos, despudorados e, de certa forma, comportados.
Este clássico do cinema erótico é uma produção de 1959, de baixo custo e muita criatividade. Em pouco mais de uma hora, Mr. Teas, um vendedor de próteses dentárias, tem alucinações e consegue ver o que há por baixo das vestimentas de mulheres insinuantes - tudo isso por causa de uma anestesia que ele toma ao ser atendido por um dentista.
Guardadas as devidas proporções, Mr. Teas é uma espécie de Jacques Tati excitado. Impossível não traçar algum paralelo entre os dois. Além do filme não ter som direto, o ator usa de certa pantomima para criar situações engraçadas. O figurino também faz lembrar o comediante francês: uma inseparável bicicleta e um chapéu branco de laço azul.
A narração do filme é maravilhosa. Claro, não há muito o que narrar. Por isso mesmo, o texto traz informações aleatórias, desconexas com a trama, que são hilárias. Enquanto os peitinhos desfilam debaixo do sol, somos informados sobre o bem que a luz solar faz não só ao ser humano, mas também às plantas, que realizam fotossíntese.
Assistido em uma sessão do mais recente cineclube carioca: o CineGostoso, excelente idéia da galera que já agita o Sex_Arte. O local de exibição, o salão do Hotel Paris, de... digamos... "alta rotatividade", não podia ser mais apropriado!
E em breve, mais clássicos do gênero! Ah, esse cine clube promete...











