
Chega aos cinemas amanhã, primeira sexta-feira de maio, mais uma comédia romântica, gênero para o qual não tenho muita paciência. Porém, fui assistir à cabine de imprensa de Recém-chegada de peito aberto, na esperança de que a carismática Renée Zellweger, que não é tão ruim, me surpreendesse e salvasse o dia.
De fato, não vai haver resenha lá no site da Revista M... O que significa que o filme não é digno de merda. Entra naquela velha categoria de “não fede nem cheira”. Longe de ser bom, muito longe. O roteiro é fraco e previsível, o argumento é batido, e a protagonista, que está a cara da Márcia Goldschmidt (sério, dá nervoso), não rende o esperado. Ela interpreta uma executiva que precisa ir ao gelado estado de Minessota para gerenciar um processo de downsizing na fábrica local da empresa em que trabalha. Munida em um primeiro momento de pragmatismo e ceticismo típicos do mundo dos negócios, ela logo vai amolecendo o coração - o que inclui uma aventura amorosa com um sujeito simples, porém honesto e bondoso. O resto vocês já sabem, né?
Mas então, o que realmente salva o filme de ir privada abaixo? - vocês devem estar se perguntando.
Se o carisma e a atuação de Zellweger não são o bastante, pelo menos os personagens secundários, leia-se os funcionários da tal fábrica, livram a produção de cair na merda. São engraçados, bem interpretados e concentram os escassos momentos realmente divertidos da trama. Tornam o filme menos fedorento.
Recém-chegada é, verdadeiramente, insosso.
PS: confesso que não foi fácil me concentrar na história. Já estava esperando a hora da Zellweger, que chega até a se vestir como a Márcia Goldschmidt, entrar em cena e apresentar a história do menino-peixe ou do cara que fazia amor com uma árvore. Ou então, antes dos créditos finais, virar-se para a câmera e dizer “mexeu com você, mexeu comigo”.












