
Uma mulher de estatura baixa com hormônios descompensados e enfurecida pode ser um perigo na vida de alguns homens. Agora, imagine uma mulher de 50 pés de altura, com os hormônios descompensados afetados por uma estranha radiação alienígena e irada por saber que seu marido não passa de um cafajeste interessado apenas em seu dinheiro?
Deliciosa e iconoclástica premissa para um bom filme sci-fi B!
E é isso que Nathan Juran fez lá nos idos de 1958, época em que aranhas gigantes, formigas gigantes, crocodilos gigantes e outros seres pertencentes ao reino animal ganhavam tamanho descomunal e lotavam as salas de cinema em todo o mundo.
Como toda boa produção do gênero, de orçamento modesto, o filme conta com efeitos especiais toscos, cenografia pobretona e atuações nada convincentes - o que só aumenta a curiosidade acerca do resultado final (pelo menos a minha). O interior da nave espacial que cai no deserto dos Estados Unidos é delirante e seu piloto gigante traja roupas medievais (tem explicação?). O desfecho é sensacional, típico da época. A trama é resolvida em apenas três segundos e a projeção termina com uma frase de efeito.
Porém, Juran nem era um diretor decadente. Muito pelo contrário: dirigiu Boris Karloff no clássico "O castelo do pavor" e filmou algumas obras de ficção científica de grandes autores, como Orson Welles. Mas foi realmente no gênero B que ele fez o seu nome.
Se o filme não é lá grandes coisas, pelo menos seu poster é considerado um dos melhores de todos os tempos. Nisso a gente concorda, né?
PS: fujam do remake de 1993, prefiram o original!







