
Filmes sobre vampiros estão na moda. A maioria, voltada para o público adolescente. E, quase sempre, falam sobre relações de amor que não podem se concretizar - já que um dos envolvidos é imortal e se alimenta de sangue humano. O sueco Deixa ela entrar é quase assim. Quase. Também fala de um relacionamento improvável, só que vai mais além. Mostra o despertar do desejo entre dois pré-adolescentes fadados à solidão.
Oskar é um garoto que sofre com a violência dos colegas e se vê incapaz de reagir. Até que uma misteriosa menina, Eli, aparentando a mesma idade, se muda para o apartamento ao lado. A amizade entre os dois se fortalece à medida em que um compreende o drama do outro: ele precisa se livrar das constantes ameaças dos colegas; ela precisa arrumar sangue.
Outro ponto que diferencia Deixa ela entrar das demais produções do gênero é o capricho estético. O filme é bem fotografado e bem montado. Além disso, tem um roteiro muito bem amarrado, que vai deixando a trama se desenvolver sem sobressaltos. Vai muito além do mero terror, pois é denso e sensível. Na medida certa.
Tudo isso sem mostrar um canino pontudo sequer. Muito bom!
5 comentários:
"Tudo isso sem mostrar um canino pontudo sequer." Achei isso fenomenal no long,a, ele é bem particular e se mostrou super agradável, ainda que tenhas umas cenas ou outras de violência...
Olha, eu achei o filme bom sim. Principalmente por se mostrar uma alternativa inteligente a um movimento castrador na abordagem vampiresca pelo cinema, mas sinceramente, não acho o filme esse primor que não. Embora, nesse sentido, sua critica seja bem equilibrada. Grande abs!
A impressão que eu tenho é a de que todo mundo viu esse filme, menos eu!
Beijos!
Nunca me envolvi tanto com filmes de Vampiros, quanto com esse. A sutileza com que o tema é tratado e densidade da trama dão ao longa um diferencial. Fiquei até com vontade de ler o livro...
Beijos e boas entradas!
Que a nova década seja maravilhosa e com muita saúde e muito sucesso para você e sua linda famílias!
Robson, engraçado que a única cena que achei realmente pesada, quase desnecessária, foi o rosto do cara queimado por ácido. Nojento! De resto, as cenas são lindas. O que é ela mostrando ao garoto o que acontece quando ela entra sem ser convidada? Linda cena!
Reinaldo, foi uma grata surpresa em meio à enxurrada de filmes sobre vampiros. Tem ali uma técnica diferenciada, de alguém preocupado com a linguagem cinematográfica, e não com a bilheteria.
Kamila, se eu fosse você veria hoje mesmo! rs...
Lelê, vou procurar o livro para te dar de presente. Será que foi traduzido para o português. Tudo de bom para a sua família. Beijos na filha maravilhosa e no marido fantástico que você tem.
Bjs e abs!
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