O roteiro é simplesmente fantástico, nos dois sentidos da palavra. Num futuro não muito distante, que não é datado, há uma lugar no planeta na qual opera uma força alienígena que pode realizar os desejos dos seres humanos. O local, conhecido como a Zona, é isolado pelas forças armadas. A entrada é proibida. Somente os stalkers, homens com supostos poderes paranormais, podem entrar na Zona sem ter a consciência afetada. A história começa quando um stalker aceita, pela última vez, levar um professor e um escritor até lá.
O argumento trabalha em tom existencial. É colocada em xeque não só a condição do stalker, como também a legitimidade da Zona. No fim das contas, o texto é uma poesia sobre a fé e o desalento andando lado a lado. A fotografia, em preto e branco em determinadas sequências e colorida em outras, é belíssima. Como é de praxe nos filmes de Tarkovskiy, os enquadramentos são geniais, minuciosamente planejados de forma a apoiar a narrativa.
Um filmaço! Obrigatório para quem entende que o cinema pode ser um intenso e prazeroso exercício de imersão. Obrigado por isso, Tarkovskiy.

4 comentários:
Q bom q gostou
suas palavras, a minha!
Conheço pouco do Tarkovskiy e adorei seu texto!
Beijos!
Rapaz, já prometi a mim mesmo que entre este mês e o outro eu repasso a filmografia toda do Tarkovsky, e lendo Esculpir o Tempo em paralelo. Vi poucas coisas dele, mas espero rever e conferir os outros. Com certeza esse seu texto só me anima mais ainda.
Pessoal, já viram o novo app da HBO para Facebook? Você escolhe 5 amigos e eles aparecem em uma cena de alguns filmes ou seriados. É divertido. Experimente: https://apps.facebook.com/ninguemcontacomohbo
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