A vida durante a guerra é a continuação de um dos filmes mais perturbadores do cinema estadunidense: Felicidade. Em 1998, Todd Solondz dava início a uma contundente e voraz crítica à sociedade americana. Fruto de um esforço vindo do underground cinematográfico, pouco tempo depois copiado pelo mainstream - que tem em Beleza americana, um filme cujo argumento é bem meia-boca e chapa branca, o seu apogeu.
Mais um vez, após empreitada hercúlea, Solondz conta uma história densa, sinistra, com um humor que faz o espectador sorrir amarelado, de canto de boca. Joy, a protagonista de Felicidade, está de volta. Ela é o centro da narrativa, que costura a vida de pessoas comuns. A cena de abertura é dolorosamente bela, e dá uma boa prévia do que virá pela frente.
A vida durante a guerra é magistralmente bem filmado. Sua fotografia desbotada e bolorenta dá tons mais intensos aos perturbadores diálogos. Todo o elenco se doa irretocavelmente, com méritos à direção de atores, um dos pontos fortes de Solondz. Nada parece artificial no filme.
Critica melhor quem não tem o rabo preso.
sábado, dezembro 10, 2011
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