Talvez esta resenha cause certa confusão em quem vier parar aqui através de mecanismos de pesquisa. É que existem outros dois filmes com o mesmo título em português. Esse aqui vem da Dinamarca, e conta a história de um garoto de 12 anos que, cansado de sofrer bullying, se junta a um outro amigo, igualmente azucrinado, para criar uma maneira de se defender. O que parecia uma boa ideia, acaba ganhando proporções absurdas.
O absurdo é justamente o que faz com que a metade final de Meu melhor inimigo seja fraca. O roteiro acaba escapulindo para reviravoltas exageradas, perdendo o foco. Não que seja um filme ruim - é até bastante interessante à medida que tenta mostrar a gênese de um sentimento rancoroso, que nada mais é do que a condição ideal para a instauração, quando em grande escala, de regimes totalitaristas.
As crianças mandam bem, com cenas bastante violentas que exigem uma certa maturidade dramática. Há a frieza com qual os nórdicos resolvem suas questões, o que pode gerar uma certa estranheza aos espectadores mais tropicais. Novamente, nos minutos finais a trama escorrega no quiabo, mas aí a culpa fica com o diretor Oliver Ussing - que foi, vejam só, assistente de roteiro de Lars Von Trier em Anticristo.
Oliver, preste mais atenção no Lars...
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