Me falaram que Passe Livre era uma daquelas comédias que ultrapassam o limite e forçam a barra com tosqueiras e bizarrices. Ótimo - pensei. Tratei de conferi-la exatamente no dia seguinte, mesmo com o Owen Wilson no elenco. Pior, ou melhor, é que se trata de uma das comédias mais bacanas do ano. Escrachada, incorreta e bastante divertida. A escatologia está lá, sim. E é bem engraçada. Uma cena em particular, que chocou muita gente, me fez doer a barriga de tanto rir.
O roteiro é inventivo, vejam só: dois amigos, cujo papo sempre gira em torno de sexo, recebem de suas cônjuges um passe livre por uma semana para fazer o que bem entenderem. O objetivo é desmistificar o sexo oposto e fazer com que ambos diminuam a fixação por piadas obscenas e pornográficas. Durante os derradeiros sete dias, acompanhados por um grupo de amigos esquisitões, os solteirões tentam exercitar a masculinidade.
Por incrível que pareça, Owen Wilson tem boa atuação. Sua parceria com Jason Sudeikis rende ótimos momentos. Os diálogos são bacanas, as sequências cômicas funcionam e a narrativa tem força suficiente para manter o espectador atento até o fim - coisa rara hoje em dia. Por incrível que pareça, em meio à escatologia ainda há espaço para uma reflexão no desfecho.
Eu recomendo.
quarta-feira, dezembro 28, 2011
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