domingo, março 18, 2012

#10 - A lady e o lobo - o bicho tá solto (Alpha and Omega), de Anthony Bell e Ben Gluck


É difícil acreditar que o estúdio Crest, responsável pela animação A lady e o lobo - o bicho tá solto, acreditou que seus personagens fossem gerar alguma empatia com o público infantil. Ora, qualquer criança sabe que lobos têm mais apelo como vilões. Aqui, eles são as vítimas. E o espectador, também: vitimado pela monotonia.

O roteiro, bastante fraco, conta a história do amor impossível entre Kate, uma loba treinada para ser a alfa de sua alcateia (e aí fica difícil compreender porque os sujeitos que deram o título em português a chamaram de Lady), e Humphrey, um ômega, ou seja, mero coadjuvante do bando. Certo dia, os dois são alvejados por humanos e levados para fora da reserva em que moram. Precisam, juntos, achar uma maneira de voltar para casa.

Tecnicamente, o filme não traz qualquer novidade estética. É mais do mesmo. Também não capricha na caracterização dos personagens. Não há elemento algum que se destaque e faça com que A lady e o lobo - o bicho tá solto seja uma boa opção para as férias da criançada.

Poderia pesar positivamente o fato de ser o último filme do mestre Dennis Hopper, que empresta a sua voz a um dos líderes da alcateia. Porém, isso pouco adianta, uma vez que quem leva crianças ao cinema tem que optar por assistir a uma cópia dublada.

#9 - A tentação (The ledge), de Matthew Chapman


O diretor Matthew Chapman, que também assina o roteiro de A tentação (por sinal, péssima tradução para o título original, The ledge, que quer dizer “peitoril”), encampou uma cruzada para promover seu filme. Criou um website onde é possível entrar em contato com os atores e promover debates acerca do ponto focal do argumento, o ateísmo.

O bom roteiro conta a história de Gavin (Charlie Hunnam), um homem que está prestes a cometer suicídio se jogando do alto de um prédio. O detetive Hollis (Terrence Howard, em atuação primorosa como coadjuvante) é recrutado para tentar demovê-lo da ideia. Durante o diálogo, os dois passam a se conhecer melhor e até mesmo a dividir seus problemas. Gavin conta o se que passou até que chegasse ao ponto de colocar a própria vida em xeque, enquanto Hollis precisa atender o celular, interrompendo as negociações para resolver uma questão familiar espinhosa.

A trama gira em torno da relação entre Gavin, ateu, com o novo casal de vizinhos, evangélicos. Os diálogos entre os personagens são, na verdade, embates ideológicos. A atuação de Hunnam, abaixo do resto do elenco, enfraquece um pouco as sequências argumentativas cujo discurso precisa ser mais contundente. Patrick Wilson, no papel do antagonista, um religioso ortodoxo, o deixa no chinelo. Liv Tyler, sempre homogênea, cumpre bem seu papel de maria-coitada.

O filme tem um tom de suspense crescente bem arquitetado, principalmente nos minutos finais. O desfecho é bastante intenso e cumpre a promessa de deixar a questão dos limites da fé pairando no ar. A cena exatamente antes dos créditos finais é comovente sem ser piegas. Talvez se o protagonista, porta-voz do argumento, fosse um ator mais experiente, o filme tivesse vigor para se tornar um manifesto ateísta. Não tem força para isso, mas ainda assim é uma boa história, muito bem contada e fundamentada.

sábado, março 17, 2012

#8 - Habemus Papam, de Nanni Moretti


Há um bom tempo, Nanni Moretti abandonou a verborragia de seus trabalhos anteriores, como Caro diário e Aprile. Porém, sempre exercitando um cinema engajado, nunca perdeu a contundência do discurso - nem o bom humor com o qual, habitualmente, trata seus argumentos. Moretti exerce o ofício daqueles que cuidam do filme como um todo: escreve, produz, dirige e atua. Em Habemus Papam, mais uma vez, o cineasta italiano consegue realizar um drama humanista, sem deixar de lado seu posicionamento político. Façanha para poucos.

O roteiro conta a história de um clérigo recém-alçado a Papa. Após o conclave, prestes a fazer o discurso para milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, é acometido por um surto de ansiedade. Acoado, o porta-voz da igreja resolve chamar o melhor psiquiatra da Itália - o próprio Moretti - para tentar reverter o quadro e, assim, apresentar o novo sumo pontífice ao mundo católico. Logo, a psicanálise precisa conviver com os dogmas religiosos, por mais antagônicos que sejam.

O bacana de Habemus Papam é que Moretti tenta, além de apresentar o mundo à parte no qual vivem cardeais e arcebispos, humanizar a figura de um líder que representa a personificação de preceitos éticos e morais - alguém que, por obrigação laboral, não pode duvidar da existência de seu deus. Ao optar por esse tipo de abordagem, Moretti consegue dar uma leveza singular ao seu filme. Há sequências divertidíssimas - como o torneio de vôlei que promove entre os membros do conclave -, mas que não atropelam a dramaticidade e a singeleza com as quais o tema central, a saber, a crise existencial de um líder religioso, é tratado.

A parte técnica também impressiona. Habemus Papam é extremamente bem produzido, com fotografia caprichada, direção de arte redonda e figurino beirando a perfeição. As cores, predominantemente o branco e o vermelho, enchem os olhos. Outro destaque é a interpretação inspirada de Michel Piccoli como o Papa, emocionante e irretocável. De quebra, um desfecho espetacular que evoca um quadro sacro.

Excelente!

terça-feira, março 06, 2012

#7 - Os descendentes (The descendants), de Alexander Payne

George Clooney é um bom ator, Alexander Payne é um bom diretor e Os descendentes é um bom filme. Poderia ser excelente, mas é bom. Todo o drama que começa com um acidente e tem, durante toda a projeção, uma pessoa em coma, já coloca um pé no precipício do melodrama romanesco, cinema de autoajuda, meramente catártico. Não é o que acontece aqui - pelo menos a maior parte do tempo.E aí, o mérito é do bom roteiro, que ajuda a manter a história interessante, distante do clichê.

Acompanhamos a rotina estressante e melancólica de Matt King (Clooney em mais um bom trabalho), um sujeito que precisa criar as duas filhas e manter as coisas no eixo enquanto sua mulher permanece em coma após um acidente no mar do Havaí, onde a história é ambientada. De repente, sua primogênita deixa escapar um segredo familiar, que muda completamente o foco da vida de King. Ele passa, então, a acertar as contas com um passado desconhecido e com uma mulher que não pode ser confrontada.

Outra coisa que muda é o foco do roteiro. A história do acidente é rapidamente deixada de lado para que o espectador também descubra, paulatinamente, a verdade. O argumento é resolvido sem sobressaltos ou exageros dramáticos. Porém, vamos combinar: quando há uma pessoa em coma num filme, é impossível não haver um momento no qual os lenços de papel serão usados pelos mais sensíveis. E é isso que acontece nos minutos finais de projeção, fazendo com que Os descendentes seja apenas mais um bom filme. Mesmo que a trilha sonora, tipicamente havaiana, não favoreça as lágrimas.

domingo, fevereiro 12, 2012

#6 - O artista (The artist), de Michel Hazanavicius

Eu conheci gente que não via filme em preto e branco. Juro que é verdade. E conheci também, acreditem, gente que não via filme em outra língua que não fosse o inglês. No entanto, O artista, um filme mudo e em preto e branco, que faz alusão a estética da década de 20, era de ouro de Hollywood, vem agradando multidões ao redor do mundo. A celeuma não é somente positiva. Há também relatos de gente que pede o dinheiro de volta quando descobre, já dentro da sala de projeção, que se trata de um filme em preto e branco e mudo. Aquelas pessoas que conheci, provavelmente, também pediriam seus niqueis de volta.

Porém, uma coisa me chama a atenção: numa era em que a mentalidade do fast food inunda todos os setores sociais, incluindo o entretenimento e sua indústria cinematográfica, é de se espantar que O artista seja o queridinho de tanta gente. Ao redor do mundo, ele vai acumulando prêmios e mais prêmios. É o grande favorito para levar aquela estatueta estadunidense. Melhor Filme - uma produção francesa. Estranho, né? Nem é. É mero saudosismo de uma época em que Hollywood ainda era inventiva. Uma época onde era preciso, pelas limitações técnicas, ser criativo. O artista é um cafuné na cabecinha dos membros da Academia.

Criativo foi também o diretor Michel Hazanavicius, que percebeu o mote da escassez de ousadia hollywoodiana e arriscou o traseiro lançando um filme assim. Ousado é fazer com que a massa acredite estar vivenciando uma experiência cinematográfica diferente. Ora bolas, O artista é cinema na sua mais pura condição. Não deveria causar estranheza nenhuma assistir a uma película muda e em preto e branco. E não há nada de transgressor no sentido estético: muitos cineastas continuam fotografando suas histórias em preto e branco. Centenas de roteiristas continuam dando mais valor à ação do que ao diálogo. A transgressão é apenas comercial.

Vamos falar sobre o filme? É a história de um ator do cinema mudo que se vê à beira da miséria quando o cinema falado se torna uma realidade - argumento que Cantando na chuva, lé em 1952, já havia trabalhado de forma extraordinária. Desacreditado, ele busca um lugar ao sol, ajudado por uma moça que passa de figurante à estrela da companhia. Jean Dujardin está ótimo como o protagonista, com uma perfeita pantomima dos atores da época. A sorridente e espevitada Bérénice Bejo também dá conta do recado, facilitando a empatia do público com sua personagem, exatamente como as estrelas de Hollywood faziam à época.

Um filme simpático, com um desfecho bacana. Só isso.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

#5 - Precisamos falar sobre o Kevin (We need to talk about Kevin), de Lynne Ramsay

Precisamos falar sobre esse filme. Até mesmo porque, logo após os créditos finais, não é incomum que o espectador fique mudo, sem palavras, estarrecido. Aconteceu comigo. Com um roteiro de tirar o fôlego, baseado num romance epistolar no qual uma mãe escreve para o pai de seu filho na tentativa de compreender um ato de barbárie do primogênito que geraram, Precisamos falar sobre o Kevin é um daqueles filmes que nos remove, à base de socos no estômago, da zona de conforto. E se por um lado o argumento é desconcertante, principalmente nos 15 minutos finais, a montagem é estonteante.

A narrativa começa no presente, com a mãe de Kevin sendo hostilizada pela vizinhança. Caindo aos pedaços, viciada em remédios e com sérios problemas de socialização, ela tenta retomar a rotina limpando a casa, vandalizada, e procurando um emprego. A ação parte do ponto em que seu filho, adolescente, já está preso por ter entrado no colégio e alvejado indiscriminadamente seus colegas. Através de voltas no tempo, de forma completamente aleatória, observamos todos os momentos que antecedem a tragédia: do casamento, passando pela depressão pós-parto, até os conflitos edipianos entre uma mãe insegura e um filho desafiador.

O mais interessante é que a direção de Lynne Ramsay faz com que a história, mesmo sendo retalhada, ganhe uma coesão assustadora. As cenas são meras sequências sem encadeamento temporal. Os diálogos não seguem o padrão pergunta-resposta-réplica. As palavras ficam soltas, e os termos mais importantes se sobressaem. O que precisa ser dito, economicamente é dito. Aí, entra a direção de atores, que arranca atuações inspiradas e dedicadas de todo o elenco. A caracterização de Tilda Swinton, apesar de sempre fazer o papel de moça em crise, beira a perfeição - era mesmo a escolha perfeita para a mãe. Os três atores que interpretam Kevin (bebê, criança e adolescente) estão absurdamente em harmonia dramática, tanto corporal quanto emocional.

A vontade que dá, ao término da projeção, é de comprar o livro - uma vez que o roteiro não segue a estrutura narrativa que o autor do original adotou. É provável que as letras causem maior impacto, principalmente na descrição do momento em que a mãe confronta o filho em uma visita à penitenciária (calma, nem é spoiler, já que o filme começa assim).

Um filmaço!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

#4 - Der Golem, de Paul Wegener

Mais bacana do que assistir a um filme de 1920, é assisti-lo ao som de músicas do Frank Black, compostas especialmente para ele. Der Golem é um clássico que encantou plateias no mundo inteiro. Com essa nova trilha sonora, ganhou ares mais contemporâneos e demonstrou que a força de um bom filme está justamente em sua essência. Rock ao invés de música erudita. E Der Golem continua sendo uma história encantadora.

O roteiro, escrito pelo diretor, que também interpreta a figura mitológica, mostra um rabino que, observando os astros, prevê o perigo se aproximando. Pouco tempo depois, o rei ordena que os judeus sejam expulsos de sua terra. Para proteger seu povo, os rabinos criam um golem, uma criatura monstruosa, de força descomunal, que pode, quando mal manipulada, se virar contra seus próprios criadores. É o que acontece aqui...

O que define um clássico é justamente isso: sua incapacidade de ficar datado. Nem mesmo quando a trilha é composta mais de 90 anos depois, não perde sua capacidade de emocionar e entreter o espectador. Frank Black - ou Black Francis - o líder dos Pixies, cria composições que se encaixam perfeitamente às cenas.

Tem a ver com O artista, sabe? Essa coisa de filme preto e branco, mudo. Mas isso é papo para outra resenha. Em breve.

#3 - Histórias cruzadas (The help), de Tate Taylor

Ano novo, velho problema: a falta de tempo para atualizar isso aqui. Passou sexta-feira, nem postei aqui sobre uma das estreias que concorre a várias estatuetas do Oscar. Escrevi para o Jornal do Brasil sobre Histórias cruzadas. Segue, abaixo.

Ambientado no Mississipi dos anos 60, no auge das políticas de segragação racial - pouco antes da marcha organizada por Martin Luther King Jr. -, Histórias cruzadas funciona mais como mero entretenimento do que propriamente como registro de desdobramento histórico. Isso porque o roteiro é baseado em um romance ficcional, homônimo, escrito por Kathryn Stockett, autora que há muito tempo frequenta o topo das listas dos mais vendidos.

No sul estadunidense, lugar onde a tensão racial é, ainda hoje, amplificada, uma jovem caucasiana chamada Skeeter Phelan volta da faculdade decidida a ser uma escritora. Criada numa sociedade acostumada a ser servida e a ter suas crianças criadas por negros, ela desafia as convenções escrevendo um livro sobre o ponto de vista das serviçais. Duas delas, Aibileen e Minny, acabam se tornando as principais fontes de histórias, todas carregadas com tristeza, dor, provações e humilhações.

Histórias Cruzadas tem quatro chances de levar estatuetas: Melhor Filme, Melhor Atriz e duas indicações para Melhor Atriz Coadjuvante. De fato, Viola Davis está impecável no papel de Aibileen. Octavia Spencer também brilha, roubando a cena e valorizando seu papel coadjuvante. O problema é mesmo o roteiro. São quase duas horas e meia de projeção, com dezenas de paradas estratégicas para enfadonhas lições de vida. Por vezes, a direção opta por não desdobrar sequências mais fortes.

Uma vez que a formação da sociedade brasileira guarda algumas semelhanças com o modelo sulista estadunidense, com resquícios de subserviência racial, o paradigma apresentado em Histórias cruzadas não deve causar estranheza no público daqui. É um bom filme, que vale muito mais pelas inspiradas interpretações do que pelo assunto abordado.

#2 - Balada do amor e do ódio (Balada triste de trompeta), de Álex de la Iglesia

Álex de la Iglesia é fruto do underground espanhol. Como tal, sempre esteve metido em produções decomprometidas, de baixo orçamento, mas com uma dose extra de criatividade. Seu mais novo trabalho, Balada do Amor e do Ódio, talvez seja o ápice de sua capacidade inventiva, aliada a uma técnica bastante apurada. Sim, fazer filmes de baixo orçamento vale por um doutorado de cinematografia.

No entanto, é preciso deixar claro que, assim como os outros filmes do diretor, este aqui não é recomendado a qualquer um. É preciso ter familiariedade com o gênero. Balada do Amor e do Ódio é violento, intenso, asqueroso, sujo. É também lírico, poético e diferenciado. Um verdadeiro deleite visual.

O roteiro, muito bem planejado, começa em meio à guerra civil espanhola. Um circo é invadido por rebeldes e seus palhaços são forçados a lutar contra o regime totalitário do general Franco. Um deles é Santiago Segura, o eterno Torrente - cujos filmes já foram resenhados por aqui. Seu filho, testemunha ocular de tudo, cresce tentando seguir os passos do pai. Vai parar num circo onde se torna o palhaço triste, ou "escada" - a saber, o palhaço secundário, que sofre com as brincadeiras no picadeiro. Lá, se apaixona pela acrobata que é, justamente, amante do violento e dominador palhaço principal. Pronto, está dado o ensejo para um cruel e sangrento duelo.

Quem tem estômago vai adorar ver as cenas de crueldade que Álex de la Iglesia planejou. Sequências bem planejadas, planos bacanas e fotografia extremamente bem cuidada aumentam o tom farsesco dessa tragédia circense. Todaa carnificina apresentada, por incrível que pareça, é de encher os olhos.

E tem palhaçada? Tem, sim senhor. Ou não seria um filme de Álex de la Iglesia...

quinta-feira, janeiro 26, 2012

#1 - Um conto chinês (Un cuento chino), Sebastián Borensztein

Os brasileiros, mesmo os mais bairristas, aprenderam a apreciar o cinema argentino - muito bem feito, sempre nas cabeças mundo afora, inclusive em premiações. Criatividade, os caras têm de sobra. Um conto chinês é mais um exemplo de roteiro enxuto, coeso, criativo e cativante. Bom, né? Nem tanto. O problema todo é quando a mira enquadra, ao invés do público, a indústria. Lamentavelmente, o filme estrelado por Ricardo Darín - espécie de Tony Ramos argentino, tipo queridão da mídia e das massas - engendra uma armadilha para o espectador.

O começo é ótimo, e tudo vai bem até os derradeiros minutos finais. Uma vez que o roteiro propõe uma situação inusitada, beirando o absurdo, o desfecho é, obviamente, valorizado. Aqui, Darín interpreta um sujeito solitário que encontra um chinês perdido no meio da estrada. A incapacidade de comunicação entre os dois é o que torna o filme divertido.

Só não precisava, mesmo, era de um desfecho tão pobre e patético, digno das piores produções hollywoodianas - nas quais sobra dinheiro, mas falta criatividade. Aqui, faltou também uma certa dose de coragem e uma pitada de ousadia. Não dá para explicar o fato sem estragar o entretenimento alheio. Porém, dá para escrever o seguinte: acabar um filme, no qual a sequência da solução para o problema inicial é a mais aguardada, do jeito que o diretor acabou é uma afronta à inteligência da plateia.

Sebastián Borensztein colocou tudo a perder. E o seu Um conto chinês acabou se tornando mais um filme aí... Mediano, como tantos outros aí...