terça-feira, setembro 13, 2011

#40 - Hobo with a shotgun, de Jason Eisener


Há atores que deviam se dedicar ao exploitation - ou seja, a produções de baixo orçamento que não se levam a sério. Porque, à medida que envelhecem, suas poses e falas vão perdendo o efeito de canastrice que outrora produziam nas massas. Os exemplos estão aí.

Nicolas Cage retomou sua carreira com dignidade depois de ser dirigido por Herzog no remake de Bad Lieutenant. Coroou com espinhos cristãos sua ressurreição cinematográfica em Fúria sobre rodas, um filme B com requintes de cafajestagem. Agora, mais um tio iconoclástico resolveu que era hora de encarar os exploitations de frente, em grande estilo: ninguém menos que o replicante caroneiro dos infernos Rutger Hauer. É ele quem promove uma carnificina catártica em Hobo with a shotgun.

Visualizem, por um minuto, o título do filme transposto para a tela grande: o bom, velho e já rechonchudo Hauer é um “mendigo” de “rifle” em punho. Ele caça com afinco um inescrupuloso mafioso que mantém a população sob controle utilizando ameaças e violência extrema. São litros e mais litros de sangue na tela. Tripas e mais tripas dependuradas de corpos mutilados. E uma gritaria interminável! Tudo isso com efeitos toscos, diálogos sem pé nem cabeça, inserções cômicas gratuitas e atuações bastante duvidosas. Há, inclusive, um discurso do personagem de Hauer que lembra a célebre lição de moral que seu replicante dá no caçador de andróides. Ou seja, é diversão garantida!

Curioso mesmo é saber que o sujeito responsável pela filmagem é Karin Hussaim, a mente pérfida e doentia que assina um dos filmes mais chocantes de todos os tempos, Subconscious Cruelty.

Infelizmente, sabe-se lá quando Hobo with a shotgun vai ganhar algum pedaço do circuito. Graças aos deuses do bom cinema, existem torrents disponíveis, com legendas em português já disponibilizadas.

Fico só imaginando o Antônio Fagundes ou o Tarcísio Meira num exploitation... Seria muito mais digno.

sábado, setembro 10, 2011

#39 - Singularidades de uma rapariga loura, de Manoel de Oliveira


Um filme dirigido por um diretor português centenário, e adaptado da obra de um dos maiores autores de língua portuguesa de todos os tempos, é uma dos trabalhos mais interessantes dos últimos tempos, com um frescor que os anos são incapazes de mofar. Singularidades de uma rapariga loura, de Manoel de Oliveira, baseado em conto de Eça de Queiroz, é uma produção de 2009, mas só agora chega ao circuito brasileiro. Foi o primeiro filme que o cineasta assinou depois de ter completado 100 primaveras.

O roteiro conta a história de um sujeito chamado Macário, que narra à passageira ao seu lado no trem o seu calvário. Tudo por causa de um romance com uma rapariga de cabelos dourados que se punha a abanar-se com um leque na janela em frente à sacada de seu escritório. Sem dinheiro e sem a aprovação do tio, o jovem busca fazer um pé de meia.

A maneira como Manoel de Oliveira conduz seus filmes pode ser enfadonha para alguns desavisados. Porém, aos que gostam de preencher os olhos com os detalhes que fazem do cinema uma arte, o deleite está garantido. Oliveira mistura sem exageros ou maneirismos forçados o tom secular do conto com as corriqueirices da contemporaneidade. Por isso, há um estranhamento narrativo inicial que é rapidamente posto de lado.

A grande verdade é que a maioria das adaptações de clássicos da literatura para a tela grande malogra. Aqui no Brasil, há de se ter pena da alma do imortal Machado de Assis, que tem suas obras assassinadas e vilipendiadas por roteiros mal construídos e direções frouxas. No caso de Eça, houve um Manoel de Oliveira disposto a emprestar seu talento.

E que talento!

#38 - Potiche - Esposa Troféu (Potiche), de François Ozon


Vez em quando, diretores consagrados fazem o que costumo chamar de filme de férias. Mais ou menos assim: juntam um punhado de bons atores - na maioria das vezes, amigos pessoais - e resolvem relaxar as rédeas por detrás das câmeras, numa direção mais solta e menos comprometida com o perfeccionismo e o apuro que lhes concederam o status de grandes realizadores. Ainda assim, são produções muito acima da média.

Pois Potiche - Esposa troféu é o filme de férias de François Ozon, o cara cujo apelo estético rendeu respeito no métier cinematográfico. Para contar a história de uma dona de casa rica, que precisa assumir o controle da fábrica de guarda-chuvas da família diante de uma greve dos operários, Ozon tem ninguém menos que Catherine Deneuve e Gérard Depardieu no elenco.

Apesar do argumento simples, Ozon não abandona seu estilo cuidadoso de filmar. Monta uma comédia divertida, mas que é também um mero passatempo, longe do deleite visual de suas obras anteriores. O bacana mesmo de Potiche é ver Deneuve, a eterna bela da tarde, envelhecendo com charme e dignidade, preenchendo a tela com a postura de diva que lhe é nata. A direção de arte também cumpre sua tarefa de situar a ação na década de 70.

No fim das contas, é divertido como os filmes de férias dos grandes diretores devem ser.

sexta-feira, setembro 09, 2011

#37 - Riscado, de Gustavo Pizzi


Hoje é dia de estreias. Então, segue a resenha que escrevi para o Jornal do Brasil sobre o filme Riscado - produção nacional, independente, que trata da profissão audiovisual. Quem trabalha com isso, vai se identificar bastante.

Pode-se dizer que Riscado é uma espécie de metafilme. Nele, uma atriz interpreta uma atriz cercada de todas as incertezas e desconfianças comuns ao ofício da interpretação. O filme, que foi feito à base de muito esforço, é o retrato fiel do que é o fazer cinematográfico independente.

O roteiro acompanha a história de Bianca (Karine Teles, em atuação bastante convincente), uma jovem que empresta seu talento a telegramas animados e panfletagem nas ruas do Rio. Até o dia em que é selecionada para participar de uma produção internacional. Impressionado com o teste dela, o diretor do filme passa a apostar todas as fichas na história real de Bianca, adaptando todo o roteiro aos seus próprios percalços.

Ao longo da projeção, pipocam algumas situações que são típicas do métier artístico, numa hermeticidade que pode comprometer o bom humor diferenciado que o diretor Gustavo Pizzi propõe em diálogos pontuais. Há também um certo exagero nas rubricas naturalistas dos personagens, que agem como se a metalinguagem fosse um imperativo categórico ao filme.

No entanto, Riscado está bem acima da média das produções nacionais independentes. Tem um capricho estético notável, além de uma direção de atores eficiente e uma trilha sonora bem bacana - não à toa premiada em Gramado.

domingo, setembro 04, 2011

#36 - Carnival of souls, de Herk Harvey


Taí a primeira resenha da minha gloriosa caixa de 50 grandes filmes de horror da história do cinema - trazida, em par, com uma outra caixa contendo 50 famosos representantes dos filmes B. Tudo isso graças ao meu caríssimo e querido primo, Leo. Como eu procurei Carnival of souls por aí... Sempre malogrando. O esforço valeu a pena: trata-se de um dos grandes clássicos de terror!

Produzido em 1962, o roteiro conta a história de um grupo de mulheres que sofre um acidente automobilístico. O carro em que estão vai parar dentro de um rio. A polícia não consegue achar nem o veículo, nem os corpos. No entanto, sem qualquer explicação, uma das acidentadas, a organista Mary Henry, emerge das profundezas das águas turvas. Ela tenta retomar a vida, tocando órgão em uma igreja de outra cidade. No entanto, um parque de diversões abandonado começa a a instigá-la.

O bacana de Carnival of souls, além da história surpreendentemente bem amarrada, é a estética. O filme tem fortes referências ao expressionismo alemão, com maquiagem pesada e trilha sonora fúnebre - a mocinha ser uma organista é um artifício e tanto! A fotografia em preto e branco consegue tirar proveito das sombras, e há um punhado de enquadramentos muito bem pensados. A sequência final é particularmente espetacular.

Curiosidades interessantes: esse foi o único filme dirigido por Herk Harvey. A protagonista, Candace Hilligoss, ficou sem agente após o lançamento do filme, tamanho foi o descontentamento do sujeito com o que acabara de assistir. Mal sabia ele que Carnival of souls se tornaria um ícone do horror.

Rola por aí um remake, que leva o nome de Wes Craven como produtor. Não vi, mas ouvi gente boa que viu dizendo que é perda de tempo. Melhor ficar com o original, por mais difícil que seja encontrá-lo por aí.

sexta-feira, setembro 02, 2011

#35 - Cortina de Fumaça, de Rodrigo Mac Niven


O argumento do documentário Cortina de Fumaça, segundo os seus próprios realizadores, é contribuir para a discussão das políticas antidrogas no Brasil. Um roteiro corajoso, que dá uma baforada na discussão de uma das grandes questões globais: a declarada guerra aos entorpecentes e a busca desenfreada pelo ideal (ou utopia?) de constituir um mundo livre das drogas.

O Rock in Rio, nas últimas semanas, lançou uma campanha que tem ganhado destaque nas redes sociais. Um aplicativo para Facebook substitui a palavra drogas por algum outro substantivo, igualmente prazeroso, na famosa tríade que tem também o sexo e o rock’n’roll. Ainda que seja uma tentativa de resguardar o bom andamento do festival, jurídica e tecnicamente, trata-se de uma prova de que o assunto está na pauta do dia.

Para suscitar questões relevantes e levantar dados concretos, o diretor Rodrigo Mac Niven não poupou esforços e foi atrás do discurso autorizado de especialistas nos assuntos que dizem respeito ao uso e à circulação de entorpecentes. São ouvidos neurologistas, psiquiatras, advogados, historiadores e políticos, além de usuários. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o deputado federal Fernando Gabeira são apenas meros coadjuvantes diante dos excelentes personagens sobre os quais o documentário se apóia.

Bastante coisa interessante é dita ao longo da projeção. Há, por exemplo, um médico que afirma que o cérebro tem receptores preparados para o THC – o tetrahidrocanabinol, princípio ativo da maconha – e que, justamente por isso, a droga não destrói neurônios. Há também um estudioso que demonstra a relação histórica das proibições com estratos sociais minoritários. Enfim, é muito pano para manga.

O único problema de Cortina de Fumaça é estrutural: há uma falta de coesão que pode deixar alguns espectadores soterrados diante de tanta informação. O roteiro acaba se tornando multifocal. Nisso, a edição pouco ajuda, escorada na falta de capricho das imagens de apoio e no videografismo.

Nada disso, no entanto, apaga a contundência de Cortina de Fumaça, que se firma como um valoroso instrumento para dar corpo a uma discussão que precisa ser feita. É a prova, corajosa e ousada, de que o cine-documentário ainda pode ser um veículo eficaz para a mobilização.

quinta-feira, setembro 01, 2011

#34 - Quero matar meu chefe (Horrible bosses), de Seth Gorgon


Naqueles dias em que nada dá certo no trabalho, muitos assalariados ao redor do mundo têm a mesma vontade do trio protagonista de Quero matar meu chefe. A racionalidade os impede. Por isso, a premissa que envolve o roteiro dessa comédia serve de chamariz para um público que fez de outras produções do gênero um sucesso de bilheteria - como, por exemplo, a franquia Se beber, não case.

Porém, o filme dirigido por Seth Gordon (responsável pelo excelente documentário The King of Kong, sobre a disputa pelo título de melhor jogador do arcade homônimo) não leva o argumento às últimas consequências. E paga um preço caro pela falta de ousadia. Kurt Buckman (Jason Sudeikis), Dale Arbus (Charlie Day) e Nick Hendricks (Jason Bateman) são os amigos que sofrem nas mãos de seus chefesKurt Buckman (Jason Sudeikis), Dale Arbus (Charlie Day) e Nick Hendricks (Jason Bateman) são os amigos que sofrem nas mãos de seus chefes

Três amigos resolvem numa conversa de bar que a melhor maneira de continuar suas vidas é se livrando de seus respectivos superiores: um grosseirão que não promove seus funcionários, um fanfarrão que herda a chefia do pai e uma fogosa dentista adepta do assédio sexual.

Há bons momentos durante a projeção, mas graças aos coadjuvantes de luxo que Gordon tem ao seu dispor, os tais terríveis chefes Kevin Spacey, Collin Farrell e uma irreconhecível, mas ainda insinuante, Jennifer Aniston. São eles que roubam a cena. Os comediantes protagonistas, insossos e caricatos, pouco contribuem para as risadas. O desfecho é particularmente enfadonho e preguiçoso. Apesar disso, o longa fez relativo sucesso nos Estados Unidos. Prova disso é o anúncio de uma provável sequência.

(Publicada no Jornal do Brasil)

quarta-feira, agosto 31, 2011

#33 - Lola, de Brillante Mendoza


Muito tem se falado do diretor filipino Brillante Mendoza. Inclusive, já reproduziram à exaustão um trocadilho quase inevitável que transforma seu primeiro nome em adjetivo. Fato é que o sujeito, até então um realizador publicitário, começa a ganhar destaque mundo afora. Seu sucesso, em grande parte, se deve a uma espécie de "desconhecimento" do que é exibido fora do circuito hollywoodiano. Disse Mendoza em uma entrevista, do alto de sua humildade, que somente agora, anos depois de assumir o ofício da direção, começa a se interessar por correntes cinematográficas de outros países, como o neo-realismo italiano e a nouvelle vague francesa. E isso parece fazer a diferença em seus filmes.

Mendoza levou a festivais ao redor do mundo seu olhar crítico sobre o país em que nasceu. Em seus filmes, as Filipinas são capturadas sob lentes naturalistas. Seus personagens, que experimentam o esmagador peso da desigualdade social, são como habitantes reais de um país que serve de cenário. Lola, sua mais nova produção, coloca em destaque duas idosas que tomam a frente do sustento financeiro e moral de suas respectivas famílias - tarefa nada fácil.

A primeira cena já demonstra o quão penoso o desenrolar da trama vai ser. Em meio a uma tempestade de verão, debaixo de muita água e muito vento, uma das senhoras de idade (ou simplesmente lola, como são chamadas as vovós filipinas) tenta acender uma vela em memória do neto, vítima de latrocínio. Os movimentos seguintes dão conta dos preparativos para o funeral. Paralelamente, a outra lola busca a libertação do neto, suspeito de ter cometido o crime. Ambas caminham por uma Manila maltratada, onde assaltantes, golpistas e funcionários burocráticos dificultam os caminhos.

A fotografia é bem cuidada, os atores têm liberdade para lidar com a inexperiência cênica e o áudio ambiente, principalmente o da chuva, é tão importante quanto os diálogos. Chove o tempo inteiro. É preciso buscar abrigo a todo instante. A sequência final, que promove o encontro, cara a cara, das duas matriarcas, é singularmente comovente. Resume com contundência tudo o que foi mostrado em quase duas horas de projeção.

terça-feira, agosto 30, 2011

#32 - Melancolia (Melancholia), de Lars Von Trier


Se é pra recomeçar, que seja em grande estilo. Compartilho com vocês a resenha que escrevi para o Jornal do Brasil sobre o tão comentado filme do cineasta - que fique registrado, um dos mais geniais e provocadores do nosso tempo - que foi banido de Cannes. Ei-lo, abaixo.

Obviamente, um filme sobre o fim do mundo assinado por Lars Von Trier não poderia ser apenas sobre uma catástrofe natural. É, também, em sua essência, um ensaio sobre a catastrófica condição do ser humano em entender sua própria finitude.

Mais além, Melancolia foi o meteoro que pode ter causado uma catástrofe na carreira do diretor dinamarquês. Isso porque, polêmicas à parte, o filme é um espetáculo. Não fosse o título de persona non grata conquistado contra sua vontade, Von Trier teria provavelmente levado uma Palma de Ouro no Festival de Cannes.

O roteiro pode ser dividido em três partes. A primeira, evocando a montagem de Anticristo, seu trabalho anterior, traz um prólogo em câmera muito lenta, com fotografia de encher os olhos e trilha sonora a caráter, no qual detalhes do evento da extinção em massa são mostrados. Até mesmo a cartela com o título do filme segue a mesma linha.

Em seguida, conta-se a história de Justine (Kirsten Dunst, merecidamente premiada em Cannes como melhor atriz), uma jovem noiva que não parece contente em contrair matrimônio. A terceira parte foca em sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg), apavorada com a aproximação do gigantesco planeta Melancolia. Em meio à ameaça de colisão com a Terra, as duas buscam resolver conflitos e entender suas escolhas.

A locação escolhida para ambientar a história - tanto a festa de casamento de Justine quanto os supostos últimos dias de Claire - é uma imponente e suntuosa mansão aos pés do oceano, com um enorme jardim de onde John (Kiefer Sutherland) pode observar a movimentação do planeta invasor. O cenário funciona como contraponto para os bem trabalhados e densos diálogos, o que remete ao clássico de Alain Resnais, O ano passado em Marienbad.

A câmera passeia livremente pelos convidados, como em Festa de família, do companheiro do manifesto Dogma de Von Trier, Thomas Vinterberg. Por mais que o clima, vez em quando, seja quebrado por um inesperado humor deslocado, amarelado, a tal melancolia está em cada detalhe da produção: trilha sonora, figurino, edição, interpretações etc.

Sem efeitos especiais mirabolantes, sem apelo melodramático, Von Trier dá cabo de seu filme de forma magistral, mostrando que é, ainda que odiado por muita gente, um dos grandes realizadores de nosso tempo. É um filme para ser visto nas salas de cinema. Não deixe para conferi-lo em DVD. Melancolia é uma experiência cinematográfica arrebatadora.

Eu voltei... Agora pra ficar?

Sem dúvida, parafraseando RC, aqui é meu lugar. Que saudade, acreditem. E acreditem também que meu tempo anda bem escasso. Não que eu tenha deixado de ver filmes - por um indecoroso capricho do destino, apesar da demanda de tempo na minha nova responsabilidade laborial, tenho visto bem mais filmes do que outrora.

Cabines? Quase não tenho ido. A não ser quando são à noite, ou quando há uma pré-estreia. Criticas no Jornal do Brasil? Rarearam, mas estão lá - semana passada foram duas de uma vez. Então, como pode? Tem que ver isso aí... Acontece que, para meu infortúnio, trabalho a quase 80 quilômetros de distância de casa. Por isso, parte culpa do tumultuado trânsito do Rio, passo quase três horas por dia em trânsito. Tempo suficiente para ver vários filmes no meu netbook. Ah, sim: levo o pequeno aparelho de cima para baixo, sem medo que o subtraiam, porque pego um ônibus fretado.

Chega de papo. São mais de 50 filmes vistos e não resenhados. Vou aos poucos. Sigam-me os bons!