
Todd Phillips é um sujeito que tem bastante moral comigo. Dirige seus filmes com bastante firmeza e sabe tirar proveito do elenco, do roteiro e da montagem. Prova disso é que vai da comédia fácil (Se beber, não case) até o cinedocumentário mais contundente (Hated). Tudo o que ele faz tem aquela assinatura que confere à obra um diferencial.
Um parto de viagem tem o mesmo problema que a sua primeira comédia de sucesso aqui no circuitão brasileiro: o título. E aí não é culpa dele. Tem, também, o mesmo frescor que anda em falta nas produções do gênero. Conta a história de um homem de negócios que perde o voo de volta para casa, onde seu filho irá nascer. Tudo culpa de um ator iniciante que sonha com o estrelato hollywoodiano. A única maneira de chegar ao destino, comum a ambos, é ir de carro. Começa, então, uma viagem cheia de percalços.
Palmas para o elenco. Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis estão simplesmente perfeitos. Palmas também para o buldogue francês que os acompanha durante boa parte do trajeto. No entanto, o que mais chama atenção são os diálogos inteligentes - um luxo à poucos roteiros hoje em dia. Nem mesmo no desfecho, que é um pouco emotivo demais para os padrões de Phillips, a peteca cai.
Vem aí Se beber, não case 2!







