
Estreia hoje no circuito carioca, após semanas de pré-estreias, a comédia romântica italiana Ah... o amor!, que foi aclamada pela crítica e pelo público da Itália. Porém, trata-se de uma tentativa de comédia romântica hollywoodiana das piores. Abaixo vocês podem ler o que eu escrevi para a Revista Programa, do Jornal do Brasil.
Tinha tudo para dar certo. A julgar pela tradição da comédia italiana, que sempre proporcionou boas risadas através das lentes de mestres como Mario Monicelli, Ettore Scola e Dino Risi, o argumento de Ah... o amor! parece promissor. O filme, conta a sinopse, começa onde todas as comédias românticas param: na troca de juras de amor eterno. No entanto, o resto é mais do mesmo. O diretor Fausto Brizzi se afasta de quaisquer referências cinematográficas do seu país de origem e entrega uma produção italiana com pretensões hollywoodianas. O resultado é constrangedor.
Quase tudo em Ah... o amor! é artificial e forçado. O roteiro abusa não somente dos clichês típicos ao gênero, mas utiliza-se de incontáveis ícones da cultura pop para falar de desilusões amorosas e de destinos que se cruzam. O desfecho, preguiçoso, traz com didatismo pueril uma lição de vida prosaica. Montagem, cenografia, diálogos e até a trilha sonora se tornam uma mera tentativa de espelhar o que de pior já foi produzido pela indústria cinematográfica em termos de comédia romântica. Nem a atuação irrepreensível de Fabio De Luigi, na pele de um sujeito perseguido pelo ex de sua namorada, consegue salvar o filme.
Frustrante.








