
Até poderia ter escrito no título o nome em português de Pineapple express, o novo filme de Seth Rogen produzido por Judd Apatow. Porém, me recuso. E faço isso como um favor aos meus poucos, porém queridos, leitores. Para não afugentá-los, chamemos o filme pelo nome original, em inglês.
Trata-se de uma das melhores comédias do ano, na minha humilde opinião. Apatow mostra mais uma vez quem é o cara que faz os melhores representatntes do gênero cômico, que andava pausterizado e repetitivo. Em Pineapple express, além de piadas escatológicas e perversas, há também muita ação, violência e sangue! Tudo isso recheado de referências cinematográficas que brincam com certos clichês.
A história começa quando o pacato Dale Denton (Rogen), entusiasta da erva que trabalha como uma espécie de oficial de justiça, entregando intimações e notas de cobrança de empresas privadas, testemunha um assassinato. Ele, o seu fornecedor (James Franco, ótimo) e o intermediário do maior traficante da cidade (Danny McBride, espetacular) acabam se envolvendo em uma guerra narcótica, envolvendo experiências militares secretas e a máfia chinesa.
Não se trata apenas de mais um filme de maconha. A direção de Green é impecável e extrai o melhor do trio principal de comediantes. Os diálogos são inteligentes, sarcásticos e certeiros. As sequências de ação são muito bem marcadas e executadas, exagerando os clichês comuns ao gênero. De quebra, algumas cenas remetem, ainda que discretamente, a sucessos de bilheteria como Kill Bill, Bruxa de Blair e Cães de aluguel.
Vai na fé, que o bagulho é bom!








