quarta-feira, outubro 17, 2007

#75 - O doce amanhã (The sweet hereafter), de Atom Egoyan


Este filme veio parar em minhas mãos emprestado de uma grande amiga cinéfila que tem o gosto muito similar ao meu, a Mônica. Ela me disse: "Dudu, veja esse filme e me diz o que você acha. Eu não achei nada de mais, mas todo mundo adora, não sei por quê."

Moniquinha, eu também não sei por quê. Inclusive, eu também não gostei.

O DVD estava na minha estante há uns bons meses e quase se perdeu na pilha bagunçada de títulos aqui de casa. Depois de ler a tal lista dos 25 mais perigosos, lembrei não só que ele estava comigo, mas que também precisava devolvê-lo. Perfeitos ensejos para enfrentar as quase duas horas de drama, drama mesmo, dramalhão até, do diretor Atom Egoyan, que faturou o Grande Prêmio em Cannes no ano de 1997.

Os atores, apesar de tarimbados, têm rendimentos discretos. Os diálogos não são tão bem trabalhados. A trilha sonora em nada contribui para a ambientação do roteiro, que tem lá seus buracos. Aliás, quem leu o livro que motivou essa adaptação cinematográfica diz que há cenas que só podem ser compreendidas em sua totalidade após folhear alguns capítulos da obra homônima. O envolvimento com a trama é empacado por todos esses detalhes.

O que sobra são dois pontos fortes, inegáveis: a fotografia, uma vez que a história se passa em uma linda estância montanhesa do Canadá; e o argumento, sinistro. Um acidente de ônibus mata a maioria das crianças da cidade. Ainda sob o impacto da tragédia, um advogado surge propondo mover ações de indenização, um procedimento muito comum nos Estados Unidos e no Canadá, e que rende milhões de dólares às custas do sofrimento alheio. Porém, é tanto sofrimento que o filme fica chato, às vezes até clichê.

Não o achei perigoso. O que significa escrever que não gostei.

segunda-feira, outubro 15, 2007

#74 - O vampiro de Düsseldorf (M), de Fritz Lang


Um dos filmes indicados na lista dos 25 mais perigosos, "O vampiro de Düsseldorf" não é uma obra sobrenatural. Inclusive, não há criaturas dentuças sugando o sangue de incautas jovens desacordadas. Trata-se de uma história baseada em fatos reais sobre um infanticida que "assombrou" Düsseldorf e pôs toda a população da cidade (policiais, bandidos, mendigos, crianças e suas mães, é claro) em estado de alerta.

Fritz Lang já era um cineasta conhecido pelo memorável "Metropolis", um marco do cinema expressionista que influencia até hoje uma penca de filmes de ficção científica. Porém, "O vampiro de Düsseldorf" o coroou como o grande realizador do cinema alemão, o que lhe rendeu um convite para dirigir os filmes de propaganda nazista - convite esse que ele recusou.

Um dos grandes trunfos dessa obra de suspense psicológico é o uso do som. Lang mostrou-se muito à frente de seus contemporâneos ao estabelecer uma perfeita simbiose entre imagem e ruído. A trilha sonora funciona como contraponto, contribuindo para aumentar o clima soturno e escuro da grife expressionista. E, aproveitando ao máximo a nova técnica, é justamente o som que costura e resolve a trama. O infanticida, interpretado magistralmente por Peter Lorre, ganha reforço em seus traços esquizofrênicos ao assobiar uma música do compositor Edvard Grieg.

Aliás, Lorre merece destaque. Apesar de seu personagem só crescer mesmo no terço final do filme, sua caracterização é realmente assombrosa. De olhos esbugalhados, o perturbado assassino de crianças é assustador como um vampiro. E, de fato, o ator era perturbado também por trás das câmeras. Lorre sofreu uma séria crise psíquica, passando por diversos tratamentos. Viciado em heroína, morreu de overdose.

Definitivamente, vampiros são menos assustadores do que infanticidas.

#73 - Free zone, de Amos Gitai


De cara, logo na abertura, uma cena para odiar ou amar o filme. A bela e competente Natalie Portman chora até borrar a maquiagem, ao som de uma cantiga popular israelense. A cena dura longos minutos. Belíssimos longos minutos.

Amos Gitai é um diretor judeu que conseguiu a proeza de rodar pela primeira vez um filme israelense, esse em questão, na Jordânia. Ele conta a história de três mulheres de etnias e religiões diferentes que se encontram em uma área de livre comércio, a tal free zone. Lá, há uma espécie de acordo tácito que mantém a paz. Porém, os problemas que cada uma vive colocam em xeque suas crenças.

Enquanto o filme se desenrola, flash backs contam a história de cada um dos personagens envolvidos. A forma como são inseridos, em justaposição de imagens, transforma a narrativa em um mosaico que aos poucos vai ganhando significado. Como se, em doses homeopáticas, os motivos que levam os personagens à tal free zone fossem ficando mais claros. Paisagens insólitas vão se combinando a um roteiro cuja ação foge do convencional.

"Free zone" é um filme lento, contemplativo, cujo fim não justifica o início, nem o meio. Por isso, quem vai esperando por respostas ou entretenimento fácil costuma odiá-lo. Porém, quem estiver disposto a embarcar na viagem de Gitai pode ter uma experiência cinematográfica realmente diferente.

quarta-feira, outubro 10, 2007

#72 - Tropa de elite, de José Padilha


A caminho do cinema, passei por uma banca de jornal e lá estava, na capa de uma revista de grande circulação, a foto de Wagner Moura vestindo uniforme preto e empunhando um rifle, com dizeres garrafais em destaque: Capitão Nascimento, o novo herói nacional. Segunda-feira, no Roda Viva, da TVE, José Padilha concedeu uma excelente entrevista para um time de jornalistas afiados. Há dias que recebo e-mails com frases, fotos e vídeos baseados em "Tropa de Elite" - alguns de gosto duvidoso, diga-se de passagem. Pronto, já era hora de tirar minhas próprias conclusões, na tela grande e com som estéreo.

Vou tentar me ater a uma análise artística do que vi - será que consigo? Tecnicamente, "Tropa de Elite" é um êxito, um belo trabalho. A edição e a montagem são perfeitas, e o roteirista Bráulio Mantovani (o mesmo de "Cidade de Deus") conseguiu uma narrativa em tom crescente, sem excessos, bem enxugada e com as doses certas. O filme não perde ritmo em momento algum. As cenas de ação são extremamente bem filmadas. Durante as quase duas horas de projeção, que passam voando, não há tempo nem para suspirar. A estrutura do roteiro chega, de vez em quando, a lembrar vagamente "Nascido para matar", de Stanley Kubrick, que esmiuça lá dentro do psicológico dos personagens os motivos e as razões para suas atitudes. Isso faz com que qualquer ação, seja ela boa ou má, seja acompanhada de certa catarse. A história gira em torno da vida de três policiais que pensam, agem e enxergam o dia-a-dia de forma diferente, mas que se confrontam em um determinado momento.

Quanto ao elenco, dizer que Wagner Moura está espetacular é cair em lugar comum. Não há dúvidas: é dos melhores atores da nova safra, que poderia muito bem se dar ao luxo de esnobar papéis onde a mediocridade interpretativa da atual teledramaturgia brasileira é requerida. Com aquela cara de bom moço, ele encarna com voracidade o tal Capitão Nascimento. Para que isso aconteça, tem que ter muito talento. Porém, discordo de muita gente que acha que ele rouba a cena. Na minha opinião, Caio Junqueira e André Ramiro, os outros dois personagens centrais, também policiais, estão soberbos!

A narração trabalha para dar um tom de suspense à trama. Como em "Ônibus 174", Padilha adianta os fatos, mas a iminência da execução torna tudo ainda mais angustiante. Ao longo do filme, as falhas de caráter de toda a sociedade, civil ou militar, é ditada pela voz do Capitão Nascimento, personagem extremamente ambíguo e à beira de um colapso nervoso.

O grande mérito de "Tropa de Elite" é que o filme não aponta soluções, e sim fomenta discussões. Na minha leitura, em momento algum há a adoção de um discurso que seja tido como o correto. É como um daqueles incontáveis tapas na cara projetados na tela. Como se fosse um alarme, alertando que há algo de errado em achar Capitão Nascimento um herói. Há algo de errado em rir das cenas de tortura. Há algo de errado nas universidades.

No final das contas (e do filme) fica aquele sentimento de que todo mundo sai perdendo.

#71 - Getting any? (Minnâ-yatteruka!), de Takeshi Kitano


Por esta eu não esperava: Takeshi Kitano, realizador de grandes obras como "Hanna-bi" e "Zatoichi", exercitando o seu lado cômico. Pois em "Getting any?" ele cria uma comédia pastelão hilária, aos moldes de Jim Abrahams ("Corra que a polícia vem aí", "Apertem os cintos, o piloto sumiu") e Mel Brooks (Banzé no Oeste", "SOS - tem um louco solto no espaço").

O protagonista, Asao, é um sujeito obcecado pela idéia de fazer sexo em um carro. Movido por esse desejo, ele se mete em diversas encrencas, muitas delas surreais, para concretizar o seu fetiche. O roteiro faz sátira com muitos filmes e ícones pop ocidentais, como: "Caça-fantasmas"; "A mosca"; o livro "O Homem invisível", de H.G. Wells; o videoclip de "Bad", do Michael Jackson; e sobra até para o texto de Shakespeare, "Hamlet".

O próprio Kitano participa do filme como um cientista louco, em busca de fama e do Prêmio Nobel. O desfecho é um dos mais nonsenses já produzidos pelo cinema japonês, inacreditável!

terça-feira, outubro 09, 2007

Os 25 filmes mais perigosos

Há algum tempo, o site estadunidense Premiere publicou um especial elencando os 25 filmes mais perigosos da história do cinema. Entenda-se por perigosos produções que, segundo o artigo, "reorganizam sua cabeça, desafiam suas pré-históricas idéias sobre a vida, o amor e sobre a morte. São como expansores da consciência, mas dificilmente de forma agradável". Ou seja, entrar nessa lista não significa ser caçado por uma patrulha da censura. Segue:

1 - Uma rajada de balas (Bonnie and Clyde, 1967), de Arthur Penn
2 - Meninos não choram (Boys don't cry, 1999), de Kimberly Peirce
3 - Na companhia de homens (In the company of men, 1997), de Neil LaBute
4 - Gêmeos - mórbida semelhança (Dead ringers, 1988), de David Cronemberg
5 - Eraserhead (Eraserhead, 1977), de David Lynch
6 - Gimme Shelter (Gimme shelter, 1970), de Albert e David Maysles
7 - Felicidade (Happiness,1998), de Todd Solondz
8 - Vício frenético (Bad lieutenant, 1992), de Abel Ferrara
9 - O vampiro de Dusseldorf (M, 1931), de Fritz Lang
10 - Era uma vez no oeste (Once upon a time in the west, 1968), de Sergio Leoni
11 - Laranja mecânica (A clockwork orange, 1971), de Stanley Kubrick
12 - Repulsa ao sexo (Repulsion, 1965), de Roman Polanski
13 - Réquiem para um sonho (Requiem for a dream, 2000), de Darren Aronofsky
14 - Cães de aluguel (Reservoir dogs, 1992), de Quentin Tarantino
15 - O doce amanhã (The sweet hereafter, 1997), de Atom Egoyan
16 - Taxi Driver (Taxi driver, 1976), de Martin Scorcese
17 - Veludo Azul (Blue velvet, 1986), de David Lynch
18 - Dançando no escuro (Dancer in the dark, 2000), de Lars Von Trier
19 - Monstros (Freaks, 1932), de Tod Browning
20 - A tortura do medo (Peeping Tom, 1960), de Michael Powell
21 - Farrapo humano (The lost weekend, 1945), de Billy Wilder
22 - Assassinos por natureza (Natural born killers, 1994), de Oliver Stone
23 - Skinheads - a força branca (Romper stomper, 1992), de Geoffrey Wright
24 - Um cão andaluz (Un chien andalou, 1929), de Luis Buñuel
25 - Week End à francesa (Week end, 1967), de Jen-Luc Godard

Concluí que andei vendo muitos filmes perigosos! Vi a maioria da lista. Os que não vi, já estou providenciando, como "Monstros", "Farrapo humano" e "Week End à francesa". Bacana foi ver que não só eu acho "Na companhia de homens" uma das histórias mais bizarras e perturbadoras que uma mente humana já conseguiu pensar. Eu tive a oportunidade de ver uma peça do Neil LaBute, chamada "Baque", que, como sugere o título, é um baque! Metade dos espectadores saíram no final da primeira esquete, pesada de verdade. Eu não sabia se vibrava, se me revoltava... só conseguia sussurrar para mim mesmo um monte de palavrões... O filme segue a mesma linha. Muito difícil de achar, mas imperdível!

David Lynch está lá com dois filmes. Esse cara é bom! E podia ter mais coisa dele ali em cima, hein? Do Lars Von Trier também. E mais: eu tiraria facilmente "Meninos não choram" dessa lista.

Perigo! Perigo!

segunda-feira, outubro 08, 2007

#70 - Totalmente Kubrick (Color Me Kubrick: A True...ish Story), de Brian W. Cook


Difícil imaginar alguém como John Malkovich dizendo para as pessoas que ele é o consagrado diretor Stanley Kubrick. E o pior: estas mesmas pessoas acreditando piamente na mentira. Pois é o que acontece em "Totalmente Kubrick", baseado, pasmem, em fatos reais!

Alan Conway, interpretado magistralmente por Malkovich, era um sujeito que conseguia regalias e aplicava pequenos golpes fazendo-se passar por Kubrick. Porém, ele em nada se parecia com o diretor. Enganou desde jovens aspirantes à figurinistas e diretores assistentes, até grandes artistas britânicos.

Este é o primeiro longa dirigido por Brian W. Cook, que foi diretor assistente de Kubrick em diversas produções, como "Barry Lyndon", "O Iluminado" e "De olhos bem fechados". Por isso, há uma série de referências à obra de seu mestre, incluindo trilha sonora. O desfecho é digno de um filme com a assinatura de Kubrick.

Vale a pena!

domingo, outubro 07, 2007

#69 - Marvada Pinga, de Alejandro Gedeón e Léa Zagury


Uma das minhas grandes paixões, além do cinema, é a cachaça. Sou cachaceiro assumido! Tenho meus rótulos preferidos em casa. E não estou falando de 51 ou Velho Barreiro. Existe todo um universo de paladares, texturas e lendas ao redor desta bebida genuinamente brasileira. Quem já experimentou uma Anísio Santiago, uma Providência, uma Lua Cheia ou uma Mariana (a minha preferida), sabe do que estou falando. O documentário "Marvada Pinga" faz um rápido apanhado disso tudo de forma bem interessante.

Ao longo do filme, somos apresentados à cronologia da pinga, descobrindo suas origens. Logo depois, conhecemos as cidades produtoras de maior destaque e, finalmente, chega-se a um tema delicado, polêmico: artesanal x industrial. Os diretores escutam os dois lados, mas é impossível não se manter a favor dos alambiques familiares quando testemunha-se um funcionário de uma indústria cachaceira jogando um produto em seus gigantescos tonéis para estimular a fermentação.

O videografismo, bem como as imagens de arquivos, são muito bem feitos e divertidos, combinando com o espírito bem-humorado que cerca o ritual de se beber uma boa cachaça. O resultado é um filme leve, saboroso e que desce fácil.

E deixo aqui o grito de guerra de uma confraria de apreciadores da bebida:

"Unidos beberemos! Sozinhos também!"

sábado, outubro 06, 2007

#68 - Coração selvagem (Wild at heart), de David Lynch


Festa na casa do meu grande amigo Daniboy, irmão e cineasta, regada à ótimos papos, shots de tequila, cerveja, rock'n'roll e, como não podia deixar de ser, filmes! Toda reunião por lá é assim: a TV da sala fica ligada, sem som, passando uma grande produção do seu acervo particular - e que acervo! Nas caixas de som, Stooges, MC5, Kraftwerk, Clash, Beatles, Jimi Hendrix, Mundo Livre, Arnaldo Antunes etc. Lá pelas tantas, catei "Coração Selvagem" e sentei no sofá.

Que experiência válida! Ficou comprovado que o cinema de Lynch é visual, sensorial, calcado na experiência. Mesmo que o som seja removido, ainda assim causa um fascínio difícil de ser explicado. Muita gente que nunca tinha ouvido falar do filme parou para vê-lo. E chegamos à varias conclusões acerca do mesmo.

Primeiro, que Cage jogou sua carreira na latrina e puxou a descarga. Segundo, que "Coração Selvagem" é uma linda história de amor, com final feliz, inclusive. Terceiro, que os filmes de Lynch podiam ser catalogados como psico-eróticos. Quarto, e mais bizarro, que Isabella Rossellini está idêntica à Letícia Spiller. Ficou a pergunta: será que a global já viu esse filme?

Ainda rolou também "Jovens, loucos e rebeldes", dos melhores de Linklater, e "Trainspotting", sempre atual.

Ter amigos assim é tão bom...

sexta-feira, outubro 05, 2007

#67 - Metal - Uma jornada pelo mundo do Heavy Metal (Metal: A headbanger's journey), de Sam Dunn


Quando vi o programa de estréias cinematográficas da semana no jornal, não pude deixar de reparar nesse título aí de cima, muito parecido com o da minha monografia de final de curso, escrita há uns bons anos: "Heavy Metal - Estética e alegorias de um universo musical". Apesar do tema ser o mesmo, esse documentário vai às profundezas das questões antropológicas para responder qual é o motivo do fascínio e da repulsa, do amor e do ódio, enfim, da aura mágica que cerca a corrente musical do diabo.

Ninguém melhor para dirigir o filme do que um fã do gênero. E melhor ainda, antropólogo. Sam Dun passa por todos os subgêneros que o metal criou e entrevista grandes astros da música, conversa com jovens loucos e rebeldes e vai até os confins do planeta em busca de informações. O resultado é um excelente filme, com bastante material de pesquisa, trilha sonora a rigor e passagens sensacionais. Por exemplo, podemos acompanhar a batalha de Dee Snider, vocalista da outrora controversa banda Twisted Sister, defendendo suas músicas da censura no senado americano. Ou então, testemunhar as entrevistas nada convencionais com as insólitas e bizarras bandas satanistas da Noruega que organizavam ataques às igrejas católicas.

Foi como ver um pouco da minha monografia na tela grande, guardadas as devidas proporções, claro. Afinal, o cara é antropólogo. Eu era apenas um estudante universitário. Dunn teve um senhor trabalho para fazer o documentário. Eu, não. Fiz meu texto em uma semana, porque deixei tudo para a última hora, e ainda tive que convencer minha orientadora, uma senhora para lá de seus 60 anos, que heavy metal era um assunto interessante. No fim das contas deu tudo certo.

"Metal" é bom para os ouvidos e bom para os olhos. E vou terminar parafraseando Paul Stanley & cia:

God gave rock and roll to you, gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone
God gave rock and roll to you, gave rock and roll to you
Put it in the soul of everyone