
Este filme veio parar em minhas mãos emprestado de uma grande amiga cinéfila que tem o gosto muito similar ao meu, a Mônica. Ela me disse: "Dudu, veja esse filme e me diz o que você acha. Eu não achei nada de mais, mas todo mundo adora, não sei por quê."
Moniquinha, eu também não sei por quê. Inclusive, eu também não gostei.
O DVD estava na minha estante há uns bons meses e quase se perdeu na pilha bagunçada de títulos aqui de casa. Depois de ler a tal lista dos 25 mais perigosos, lembrei não só que ele estava comigo, mas que também precisava devolvê-lo. Perfeitos ensejos para enfrentar as quase duas horas de drama, drama mesmo, dramalhão até, do diretor Atom Egoyan, que faturou o Grande Prêmio em Cannes no ano de 1997.
Os atores, apesar de tarimbados, têm rendimentos discretos. Os diálogos não são tão bem trabalhados. A trilha sonora em nada contribui para a ambientação do roteiro, que tem lá seus buracos. Aliás, quem leu o livro que motivou essa adaptação cinematográfica diz que há cenas que só podem ser compreendidas em sua totalidade após folhear alguns capítulos da obra homônima. O envolvimento com a trama é empacado por todos esses detalhes.
O que sobra são dois pontos fortes, inegáveis: a fotografia, uma vez que a história se passa em uma linda estância montanhesa do Canadá; e o argumento, sinistro. Um acidente de ônibus mata a maioria das crianças da cidade. Ainda sob o impacto da tragédia, um advogado surge propondo mover ações de indenização, um procedimento muito comum nos Estados Unidos e no Canadá, e que rende milhões de dólares às custas do sofrimento alheio. Porém, é tanto sofrimento que o filme fica chato, às vezes até clichê.
Não o achei perigoso. O que significa escrever que não gostei.







