
A educação britânica tem fama de ser bastante rígida e conservadora. A escritora Lynn Barber sofreu na pele a pressão pelo diploma, e acabou escrevendo suas memórias sobre o período. Aí, veio Nick Hornby, talvez um dos autores mais bacanas da literatura inglesa contemporânea, e transformou as vivências de Barber, que por si só já eram bastante interessantes, num belo roteiro para a tela grande.
Não há como não se envolver com Educação, mesmo que você seja do sexo masculino e a história tenha enfoque feminino. Trata-se de um filme muito bem feito. Ambientado na década de 60, acompanhamos as diversas descobertas da jovem protagonista, a adolescente Jenny, sobre questões essenciais na formação do caráter. Lições que a escola, por mais qualificada que seja, não dá. Com bastante sensibilidade, são abordados temas como amor, sexo, família e ética.
O ponto alto do filme são as interpretações, que beiram a perfeição. Carey Mulligan dá o brilho e a empatia necessários à protagonista. Alfred Molina, como o patriarca austero que investe na educação da filha, está perfeito. Peter Sarsgaard faz par romântico com Mulligan, em uma atuação bastante convincente. Direção de arte e fotografia não ficam para trás. Ou seja, Educação é tão bom tecnicamente quanto dramaticamente.
12 comentários:
Eu vi o trailer, deu vontade de assistir, mas aí só vi crítica morna, e acabei deixando pra lá. Como eu não entendo NADA de crítica, rs, foi bom ter sua opinião a respeito. Deu, de novo, vontade de ver.
Bj!
Concordo! É um filme muito bom, tanto tecnicamente, quanto dramaticamente. Acho que o que mais me agradou aqui, além das atuações de Alfred Molina, Carey Mulligan, e da parte técnica, foi o roteiro. A maneira como eles falaram da educação formal versus a educação da vida é muito boa!
Beijos!
Maravilha de atriz, né? Capaz de elevar um filme (que eu acho apenas mediano). Tô louco pra ver novamente.
Maria, você que tem esse olhar diferenciado sobre o universo feminino vai adorar. Vale a pena!
Kamila, roteiro assinado por ninguém menos que Hornby, né? O cara manda muito bem! O engraçado é que os livros dele são bem masculinos.
Pedrão, a Carey Mulligan realmente rouba a cena. Que atriz! Mas eu acho o filme bom, sim. Bom roteiro, boa direção de arte, boa fotografia, boa trilha sonora...
Bjs e abs!
Dudu, eu gostei de Educação mas teimo em dizer que acho que é superestimado. Ele é bom e ponto. O roteiro é interessante mas só vejo o ponto alto nas atuações e só. Impliquei com ele... hehehe
Não entendi a tamanha excitação que a crítica recebou esse filme. Revisarei-o, porque não consegui ver o filme com a mesma paixão que a maioria dos críticos (principalmente os de blog) tiveram. Um ritmo lento, um roteiro mal argumentado e que no fim, cai na mesmice. Enfim, revisarei, prometo.
Adorei o filme. A trilha sonora é ótima, os looks são fofíssimos *__*
Robson, eu acho o roteiro e as atuações o ponto alto do filme. E pra mim, um roteiro bom já me ganha de primeira. E olha que a trilha sonora e a direção de arte nem ficam pra trás...
Rodrigo, eu já não concordo contigo, porque acho o roteiro muito bom. Muito melhor do que a maioria dos dramas com enfoque feminino produzidos por roteiristas hollywoodianos. Eu sou muito fã do Nick Hornby. Porém, concordo que o ritmo é outro mesmo. Até porque é cinema britânico, que quando pretende ser britânico, e não estadunidense, acaba se diferenciando - para o bem, ou para o mal.
Bárbara, eu não entendo tanto de looks... rs! Mas a recriação de época está perfeita, né?
Bjs e abs, pessoal! E obrigado pelas visitas!
Acabei de chegar em casa. Fui a casa de uma amiga e assistimos. Bem, atuação ótima, sem dúvida. Mas o filme não me disse absolutamente nada. Ficaram no raso com o dilema moral apresentado e nada me emocionou.
Quando acabou, como era cedo ainda, vimos "se beber, não case", e aí sim, nos divertimos um pouco!
Maria, sério? Pensei que fosse gostar... Eu achei o filme bastante sensível, com um roteiro bem argumentado. Acho até que nem tem tanto dilema moral assim para mergulhar. É mais simples a proposta. Ah, e eu adoro "Se beber, não case"!
Bjs!
Tem sim, dilema moral sobre a figura da mulher/mulher e mulher/filha total: o pai faz de tudo para que a filha seja uma profissional, uma pessoa intelectualmente ilustrada e, de repente, na perspectiva de um bom casamento, veja bem, não uma grande paixão, acaba se iludindo com toda a situação... sei lá, acho que a figura do pai foi pouco explorada no filme.
Estou te devendo uma resenha. A notícia boa é que estou "de férias".
:)
corrigindo, não sei bem se "moral" seria uma qualificação adequada pro dilema. talvez. difícil definir.
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