

Não dá para considerar Bad Lieutenant: port of call New Orleans uma refilmagem da obra de Abel Ferrara. As diferenças são enormes, a começar pelo talento de quem dirige. Werner Herzog transforma a história de um policial perturbado e viciado em drogas em um filme ousado e repleto de cenas inesquecíveis.
Para começo de resenha, ao invés da Nova York orginal, aqui a trama se passa em uma Nova Orleans castigada pelo furacão Katrina. Ao invés de Harvey Keitel, um irrepreensível Nicolas Cage, renascendo do limbo e dando fôlego à carreira. No lugar da investigação sobre o estupro de uma freira, o tenente malvado do filme de Herzog investiga a chacina de uma família africana, motivada pelo controle do ponto de venda de drogas em um bairro miserável do subúrbio.
O filme conta com sequências insólitas e diálogos inesperados, tudo no capricho. A fotografia é um show à parte. A todo instante, Herzog quebra a austeridade do gênero policial com pitadas de sarcasmo e humor negro. É impressionante como uma trama policialesca, que poderia ser tão desinteressante quanto uma crônica do Gil Gomes, se transforma em algo tão interessante.
Herzog diz não considerar Bad lieutenant: port of call New Orleans um remake, já que alega não ter visto o de Ferrara - que, por sua vez, disse ter ficado bastante irritado quando soube que seu filme estava sendo refilmado. Fique tranquilo, Abel: a única semelhança parece mesmo ser o carisma do anti-herói protagonista.
Imperdível!
9 comentários:
Realmente, parece que os filmes não tem muita relação além do nome! Verei, com certeza!
Então, o Nicolas Cage acertou dessa vez???
Beijos! Bom final de semana!
T1460, são bem diferentes! O do Abel Ferrara é bem bacana também. Mas o do Herzog faz mais o meu tipo.
Kamila, acertou em cheio! Se pintar Oscar, nem vou achar estranho...
Bjs e abs!
Nossa, um filme bom do Cage!!!
Desde Arizona Nunca Mais ele não fazia um papel decente!!rsrsrs
É bom vir aqui e ler uma resenha que diz: imperdível!
Quero muito assistir a este filme, pois não estou muito sintonizado a carreira de Werner Herzog. Uma pergunta: você apontou que se trata de versões bem distintas, mas o filme do Abel Ferrara também é imperdível?
Abraços!
Bruno, Arizona nunca mais e Coração selvagem são, na minha opinião, os melhores trabalhos dele. Mas vou ter que acrescentar À lista esse aqui...
Maria, reitero aqui nos comentários: é imperdível! rs...
Alex, o filme de Abel Ferrara, que aqui se chama Vício frenético, péssimo título, por sinal, é muito bom! Keitel está ótimo como o policial viciado. Porém, o cinema de Herzog faz mais meu estilo. É menos policial e mais descompromissado.
Bjs e abs!
Porra que inveja cara! Quero muito ver esse filme! Deve ser tudo isso mesmo.
Abs!
Pedro, é tudo isso mesmo! rs...
Abs!
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