A projeção começa fazendo com que o espectador estranhe o comportamento autodestrutivo e as atitudes violentas de um homem que trabalha fazendo pequenos consertos em um prédio na grande Boston. Um dia, ele recebe uma ligação na qual é informado sobre a morte de um parente. Logo, aos poucos, vamos entendendo o que aconteceu para que sua vida tomasse um rumo obscuro. E aí entra a mão certeira do diretor Kenneth Lonergan - que, além de cineasta é escritor e dramaturgo.
Guardadas as abissais devidas proporções, a construção dramática do filme de Lonergan lembra a de Paris, Texas, obra-prima do mestre Wim Wenders: a história é contada de forma não linear, com bastante calma, ao mesmo tempo em que vai se desvelando uma brutalidade emocional extrema sem que nenhuma sequência seja visualmente gráfica ou exageradamente melodramática. Palmas para a direção de atores, que tira do elenco atuações realmente incríveis. O destaque fica por conta de Casey Affleck, irretocável! Constrói, com uma simplicidade natural, um personagem complexo e ao mesmo tempo carismático.
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| Assistia ao filme, mesmo que ninguém cante, dance ou sapateie. |
Saia da zona de conforto no cinema. Vez em quando vale a pena.


2 comentários:
Antes de ser um bom diretor de atores, Kenneth Lonergan é um grande contador de histórias. Tenho lido coisas muito positivas sobre "Manchester à Beira-Mar", que me fazem querer muito assistir ao filme. Aguardando a estreia dele na minha cidade.
Fiquei curiosa, gosto do Casey desde a atuação em "O Assassino Em Mim".
Fiquei irritada com a cobertura do canal TNT, no dia da premiação, com os comentários de sei lá quem, questionando o prêmio pro Casey por ele ser 'canastrão'.
Valeu, que bom ler de novo suas críticas! ;-)
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