Indiscutivelmente, goste você ou não do trabalho do cara,
Wes Anderson tem grife. Seus filmes são inconfundíveis - tanto no
aspecto estético, quanto na estrutura narrativa. Aqui, a opinião é de alguém
que gosta, e muito, do que ele faz. É um sujeito que sabe, como poucos, usar a
linguagem cinematográfica para contar boas histórias.
O fabuloso (na melhor acepção da palavra) roteiro conta a
história de ascensão e queda do hotel que dá nome ao filme, o Grande Hotel
Budapeste. Quem descreve suas reminiscências sobre o lugar é Moustafa,
ex-gerente do local, que começou sua carreira no ramo hoteleiro como handyman
sob tutela do então chefão M. Gustave, magistralmente interpretado por Ralph
Fiennes.
Novamente, as cores e as texturas
saltam aos olhos. Um primor a direção de arte, um absurdo a cenografia, uma
formosura a trilha sonora e uma graça o figurino.
- Ah, mas você não disse que cinema é contar história? Isso
aí é tudo técnico... - dirão os mais enfastiados.
Pois, tire tudo isso e ainda há, escancarada na tela, uma história
cativante, criativa, cheia de detalhes pitorescos e repleta de fantasia. Sem
lições de moral, sem clichês, sem concessões a investidores. É cinema puro e
aplicado, livre. Além disso, o nível de, digamos, "acabamento
humano", é digno de nota > personagens inverossímeis, que ganham corpo
por interpretações dedicadas e pela direção de atores perfeita de Anderson.
Uma experiência. E em sua essência, é pra isso que serve o
cinema, entende?

2 comentários:
O cinema do Wes Anderson não é pra mim, mas, mesmo assim, sempre dou chance aos seus longas. Quero assistir esse, particularmente, por causa da presença do meu querido Edward Norton.
Wes Anderson é um diretor com um estilo bastante pessoal e autêntico. 'O Grande Hotel Budapeste' é um dos melhores trabalhos dele e do ano de 2014.
http://filme-do-dia.blogspot.com.br/
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