Eis que, pouco tempo depois, a esquete ganhou repercussão. Pensando nisso, Jonze se reuniu com Johnny Knoxville para escrever um roteiro no qual o ator iria encarnar um velhinho tão inconveniente e tresloucado quanto a senhora daquela esquete. O resultado é esse filme, de pouco mais de uma hora e meia, cuja narrativa mistura um pouco de ficção com as já famosas "pegadinhas" no melhor estilo Jackass.
Diz o roteiro que o vovô precisa levar seu netinho - interpretado pelo excelente Jackson Nicoll - para viver com o pai, que lhe caga um balde e vive do outro lado dos Estados Unidos, depois que a mãe vai para a cadeia. Durante o percurso, são engendradas as gags que deixam de cabelo em pé transeuntes desavisados. Nota: em nenhum momento os atores deixam terceiros diante de situações perigosas, como fazem comumente entre si nos episódios de Jackass.
Nós, brasileiros, acostumados com João Kléber, Sérgio Mallandro, Gugu Liberato e afins, sabemos que tudo pode ser uma mera armação. Ainda mais quando há enquadramentos por todos os lados e os rostos das pessoas envolvidas não estão embaçados, possibilitando identificação. Pois, os produtores encontraram, durante os créditos finais, uma excelente maneira de resolver a questão, mostrando que, de fato, ninguém sabia que estava sendo filmado. Ponto para eles.
Um filme honesto. Boas risadas e uma espetacular, maravilhosa e estupenda cena final, na qual o pequeno Nicoll rouba a cena e faz uma paródia da Pequena Miss Sunshine da vida real. Uma sequência que vale pelo filme todo. É de chorar de rir!

Um comentário:
Não sou muito fã de "Jackass" e nem desse tipo de humor inspirado, claramente, em "Borat". Por isso, não assistiria a "Vovô Sem Vergonha". Mas, acredito que o filme deve agradar àqueles que gostam desse tipo de humor.
Postar um comentário