Em tempos de Bolsonaro incitando o ódio - o que é bem diferente de exercer a liberdade de expressão - aos homossexuais, foi uma pena que Tomboy tenha passado despercebido no circuito. Escrito e dirigido por Céline Sciamma, o filme é um registro sincero, doído e emotivo não somente sobre a orientação sexual, mas também sobre o surgimento do desejo e as demandas psicológicas que vêm de carona.
O filme conta a história de Laure, uma menina de 10 anos, primogênita em uma família de classe média francesa, que muda de cidade durante as férias. No novo prédio, ela conhece garotos e garotas da sua idade, e se apresenta a eles como Michael, um menino. Com uma vizinha, ela acaba estabelecendo laços mais estreitos, e precisa se desdobrar para que a irmã mais nova não conte sobre sua dupla identidade para os pais - e que ninguém no prédio descubra o seu segredo.
O tema é complexo e dá margens ao exagero. No entanto, Sciamma dá leveza ao seu filme, dirigindo com segurança seus atores mirins e deixando com que o argumento flua sem didatismo ou panfletismo. É, no fim das contas, simplesmente uma história sobre amor e amizade. Simples assim.
terça-feira, março 27, 2012
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Um comentário:
Premissa interessante, em um filme que parece ser bom! Anotei a dica!
Beijos!
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