
Perceba bem aquela letra h logo depois do t. Thrahed quer dizer algo como destruído, bagunçado, arrasado. Portanto, nada a ver com o trash de lixo. Durante anos, muita gente que curtia bandas de thrash metal precisava explicar o que era exatamente o termo. Pois não precisam mais. Get thrashed mergulha no assunto e mostra tudo que cerca o universo do thrash metal, dos acordes ao estilo.
O foco do documentário está nas quatro bandas consideradas as gigantes do gênero: Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax - todas frequentadoras assíduas do meu antigo walkman amarelo da Sony, lá pro fim da década de 80. Porém, o diretor Rick Ernst faz um apanhado geral do cenário musical da época, capturando a ascensão e a queda do thrash metal. Inclusive, fica explícito o descontentamento e o rancor dos artistas com o grunge, que passou a ser o queridinho dos jovens que outrora cultivavam longas madeixas, usavam tênis de cano alto, vestiam camisas de bandas e balançavam a cabeça compassadamente.
Get thrashed tem bons depoimentos, personagens interessantes e um roteiro que funciona, dosando de forma correta os números musicais com o conteúdo documental. O período coberto pelas imagens de arquivo é precioso, com sequências raras capturadas no ínicio dos anos 80 por fotógrafos e cinegrafistas amadores. Podemos ver, por exemplo, um Dave Mustaine já maduro desabafando sobre o cartão vermelho que levou do Metallica.
Obviamente, o documentário vai agradar muito mais quem é ou já foi familiarizado com o thrash metal. Mesmo assim, vale o confere. Afinal, não é lixo. É thrash!
5 comentários:
Ótimo texto, despertou a minha curiosidade, fiquei com vontade de assistir!
Como eu não sou muito fã desse estilo de música, nem sei se quero conferir o documentário, que até parece ser legal.
Beijos!
Capreta, obrigado! Depois que conferir, volte aqui para dizer o que achou, combinado?
Kamila, pode ser que você não aproveite o doc como eu, que gosto do estilo de música. Mas é um doc muito bem feito, viu?
Bjs!
Dá vontade de ver só por ter essa foto como capa.
Dá pra ouvir o grito que o cabeludo do meio soltou. Ótima!
Sabe, você devia se filiar com um blog que poste os filmes que você resenha..unir a fome com a vontade de comer. (Você oferece a mão mas, a gente quer o braço inteeiro!)
Camila, é aquela coisa: mesmo sangrando eles estão felizes! hahahaha! Então, quando os filmes são desses difíceis de achar por aí, a banda larga resolve o problema. Um doc como esse só é possível por causa da internet. O que é uma lástima!
Bjs!
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