
Há filmes que, com extrema simplicidade, conseguem contar uma história concisa. É o caso de Caro Sr. Horten, uma produção norueguesa que empresta um olhar humanista à história de um homem solitário às vésperas de se aposentar do ofício de maquinista. Pontual e discreto, se atrasa para a última viagem depois de uma noite incomum. Está dado o ensejo para uma crise pessoal na qual o Sr. Horten vai repensar toda a sua vida.
Quem faz o papel do carismático protagonista - esse aí do cartaz, segurando o cachorro no colo - é o excelente Baard Owe. Com uma caracterização enxuta, consegue deixar transparecer toda a linha de pensamento do personagem. Situações insólitas, poucos diálogos e planos contemplativos fazem parte do recheio do filme e podem cansar os mais acostumados ao estruturalismo hollywoodiano. Porém, o início e o desfecho compensam, cheios de simbolismos e belas imagens.
O filme foi o candidato da Noruega ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro deste ano. Trata-se de uma obra bem acabada e que entretem, justamente, pela tal simplicidade.
5 comentários:
Adoro filmes assim, que são simples e acabam nos surpreendendo. Se puder - e tiver a oportunidade - devo conferir!
Beijos!
Eu já me sinto culpado em chegar atrasado nos dias normais de trabalho. Um atraso no último dia seria pior ainda.
Vou conferir também!
Kamila, é um filme bem simples. Bem simples mesmo, sabe? Mas ao mesmo tempo tem seu charme...
T1460, pior do que se atrasar, no filme, é ser metódico e solitário. O filme usa o atraso para falar sobre isso.
Bjs e abs!
Proposta interessante a desse filme, Dudu. É o tipo de obra que se esconde entre os grande lançamentos e podem ser grandes surpresas. Verei assim que tiver oportunidade.
Rafael, é um filme que de vez em quando fica cansativo. Mas chegar até o fim é recompensador. Sabe como é?
Abs!
Postar um comentário