
O momento mais assustador de A onda é já nos créditos iniciais, ao sermos avisados, ou praticamente alertados, de que o filme é baseado em fatos verídicos, ocorridos na California, Estados Unidos. Perfeitamente adaptado à realidade conteporânea dos jovens alemães, que carregam o peso de um dos regimes ditatoriais mais violentos da história, tenta-se responder se é possível, nos dias atuais, surgir um regime autocrático na Alemanha.
Quem comanda a experiência é o jovem professor Rainer Wenger, que durante uma semana instiga seus alunos a fazer parte de uma unidade, procurando levantar as condições para o surgimento de uma autocracia. Porém, o que era para ser uma atividade curricular começar a extrapolar os limites da sala de aula. Surge, então, A Onda: um grupo que adota um líder, um uniforme, uma disciplina e um conjunto de regras. A tragédia se torna iminente.
Sem procurar dar lição de moral ou buscar aprofundamentos éticos, o roteiro trabalha muito bem as questões individuais que levam os envolvidos com a experiência a serem seduzidos pelo sentimento de unidade. Os jovens atores, portanto, têm a chance de desenvolver suas atuações, que no fim das contas são bastante satisfatórias.
Talvez algumas sequências pudessem ser mais pesadas, dada a brutalidade do argumento. Parece ter sido o desejo de Dennis Gansel que o filme focasse mais no conteúdo ideológico, o que não é de todo o mal.
Sem dúvida, A Onda entra no seleto grupo de ótimos filmes do cinema alemão contemporâneo que fazem menção a questões políticas, assim como Adeus, Lenin e Edukators.
9 comentários:
Adorei a premissa. É o típico filme que me agrada e que sempre procuro. Valeu a dica!
Abs, Dudu!
fala rapaz, pois é Rainer Marie Rilke é muito bom mesmo, valeu pela visita, abraço!!!
AINDA não vi! Ênfase no "ainda", porque fim de faculdade não ajuda em nada.
Dudu, esse filme é dos melhores mesmo.É muito interessante ver o cinema alemão lidando com a questão já que até hoje é tudo muito difícil e delicado para eles. O resultado é ótimo.
Beijo.
gostei do seu blog !!!
Vamos trocar link?
Dá uma olhada no meu blog ok,se você gostar me segue que te siguo também !!!
Valeu
http://momentocine.blogspot.com/
Kau, é um assunto que também me interessa bastante. Podia ser mais pesado, mas ainda assim é muito bom.
T1460, depois que vir, passe aqui para dizer o que achou, ok?
Leela, ficou muito bem adaptado à realidade alemã - já que a história original se passou na California.
Ricardo, bem-vindo por aqui!
Bjs e abs!
Amigo eu concordo contigo viu - "Talvez algumas sequências pudessem ser mais pesadas, dada a brutalidade do argumentos"...
Sai do cinema extasiado pela riqueza do filme, mas confesso que algumas cenas poderiam mesmo ser mais trabalhadas em termos de acontecimentos.. MAs isso EM NADA tira a beleza e a reflexão do filme. Alem de surpreender pelo belo reteiro, mostra o perigo de lhe dar com as reações psicologicas das pessoas quando elas são manipuladas..
Recomendadissimo mesmo..
Alias, parabens pelo blog e pelo gosto refinado amigo Dudu..abraços
Embora o filme em nenhum momento
insinue isso, exemplifica genialmente como foi poss;ivel uma
cultura tão avançada e rica como a alemã apoiar o nazismo - e outros
ismos trágicos recentes.
bom filme, enxuto, o q é uma boa qualidade. Acho que quando o professor determina o padrao respostas curtas e diretas diz um pouco sobre o proprio ritmo do filme. Enfim, ando com um olhar um pouco aguçado demais, com a impressão de que um excesso de filmes anda defendendo a causa judaica. De algum modo isso se observa aqui, deixando aquela velha máxima de que "nao esqueceremos nunca". Nao sei, mas me parece que basta o Ira e os papos questionadores do holocausto voltarem aos jornais para surgir uma safra de filmes que de algum modo retomem o tema.. Abraço.
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