
Frio, vinho, edredom e filme picante. Aproveitando o fim de semana de promoções na locadora aqui perto de casa, alugue 3 DVDs e leve um saliente na faixa, resolvi assistir a um clássico da cinematografia erótica, o polêmico e dramático O império dos Sentidos. A produção japonesa de 1976 chocou o mundo com sua forma onírica e cruel de tratar as obsessões sexuais.
A história é baseada em um fato real acontecido pouco antes do Japão entrar na guerra, em 1936. Segundo um artigo de um jornal da época, uma prostituta havia sido encontrada vagando pelas ruas com um pênis e seus respectivos testículos. Foi presa acusada de matar o amante, um senhorio de uma propriedade particular. A partir desse argumento, Nagisa Oshima constrói uma narrativa complexa que mescla as tradições orientais com as mais perversas práticas sexuais.
Não há concessões. Muitas das sequências de sexo são reais, incluindo cenas de penetração. O que diferencia O império dos sentidos de produções pornográficas é justamente o tratamento dado pela direção. Todos os movimentos dos protagonistas antecipam a tragédia anunciada. O sexo nunca é gratuito. Claro, há momentos realmente perversos (não é à toa que o filme foi banido e proibido em diversos países), como na famosa passagem do ovo. Cresci ouvindo falar sobre o que o casal assanhado fazia com o tal ovo cozido. É, de fato, bastante incomum.
A história é baseada em um fato real acontecido pouco antes do Japão entrar na guerra, em 1936. Segundo um artigo de um jornal da época, uma prostituta havia sido encontrada vagando pelas ruas com um pênis e seus respectivos testículos. Foi presa acusada de matar o amante, um senhorio de uma propriedade particular. A partir desse argumento, Nagisa Oshima constrói uma narrativa complexa que mescla as tradições orientais com as mais perversas práticas sexuais.
Não há concessões. Muitas das sequências de sexo são reais, incluindo cenas de penetração. O que diferencia O império dos sentidos de produções pornográficas é justamente o tratamento dado pela direção. Todos os movimentos dos protagonistas antecipam a tragédia anunciada. O sexo nunca é gratuito. Claro, há momentos realmente perversos (não é à toa que o filme foi banido e proibido em diversos países), como na famosa passagem do ovo. Cresci ouvindo falar sobre o que o casal assanhado fazia com o tal ovo cozido. É, de fato, bastante incomum.
Trata-se de uma obra de arte erótica levada aos extremos da condição humana. Ou seja, o clima pode estar favorável, o edredom confortável e o vinho bem envelhecido, mas os olhos não vão desgrudar da tela...
6 comentários:
opaa
cara num me atrai mto hehe
mas nesse frio cobertor e filme eh certo hehehe
oww
add o publicando ai no seu blogrol
abraçoo
Se já não trata o sexo de uma forma gratuita, o filme merece meu respeito.
Beijos!
Olá Eduardo
Nossa não conhecia. mas um filme erótico que beira o pornô mas que tem conteúdo, é difícil de acreditar, mas você me convenceu. FIQUEI CURIOSO!
Abraços e até mais.
Esse é bastante comentado tanto pela qualidade artística quanto pela polêmica das cenas de sexo. Mas como você disse é sexo em forma de arte e só por isso já vale a pena.
Como falei ao senhor, pretendo ver na próxima semana, já que quinta-feira será feriado por aqui! Em tempo: o título original é hilário! :P
Airton, é um filme no mínimo diferente. Vale a pena conhecer, hein? Se eu fosse você, dava uma chance!
Kamila, apesar de ser perverso, não é gratuito. Veja e você vai me entender... rs...
Altieres, ele é rotulado como drama erótico. Esse "drama" aí é justamente o que faz a história não descambar para a pornografia gratuita.
Rafael, e é sexo tratado com aquele apuro estético das antigas tradições orientais.
Alex, é verdade! hahahaha! O título em japonês sugerel algo... Depois passa aqui para dizer o que achou, ok?
Bjs e abs!
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