
Yes, eles também têm crime organizado! Baseado no polêmico livro de Roberto Saviano, Gomorra trata de uma das organizações mais violentas da Itália, e por que não do mundo: a Camorra. O diretor Matteo Garrone, que já foi tenista profissional, adaptou para a tela grande cinco histórias contidas no relato chocante de como as drogas, as armas e a lavagem de dinheiro tomaram conta da periferia de Scampia, em Napoli - local que tem o maior movimento de venda de drogas do mundo.
A estética é crua e com toques de naturalismo. Atores desconhecidos, feios e sem maquiagem fazem com que as seqüências sejam bastante realistas, o que talvez seja o ponto alto do filme. Indiscutivelmente, o roteiro é parte integrante de um documento que serve como denúncia. Famílias inteiras são afetadas, direta ou indiretamente, pela Camorra. A corruptela do nome da organização com o título do filme é perfeita. Scampia se tornou uma verdadeira Gomorra. É um filme corajoso, coerente e coeso. Porém, confesso, não me atraiu tanto a atenção. Tecnicamente, nada de novo. Tematicamente, nada de tão chocante, cinematograficamente, que já não tenhamos visto. Inclusive, o diretor opta por atenuar os enquadramentos de algumas cenas de extrema brutalidade.
Muito tem se falado de Gomorra. O filme causou rebuliço em Cannes e acabou se tornando um forte candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Acredito que o livro seja muito bom!
5 comentários:
Dudu, sua opinião é a primeira que leio sobre "Gomorra" que não exalta demais as qualidades do filme. Vou tentar ver se encontro o livro primeiro, até mesmo para me familiarizar com a trama de "Gomorra", já que, acredito, o filme demorará para estrear aqui em minha cidade.
Pois é, Kamila... O filme é bem feito, a temática é boa, mas não fui fisgado, sabe? O que não significa que não tenha gostado. Gostei, sim. Apenas não me apaixonei - como a crítica.
Bjs!
Esse eu quero ver demais...
Dudu, a estratégia de reproduzir uma Itália suja não foi genial??
Abraços.
Pedro Henrique, eu acho que apesar da empolgação da crítica, deve passar batido por aqui... A não ser que ganhe mesmo o Oscar.
Kau, como eu disse na resenha, é um filme muito ousado! E bem feito também. Só não me envolveu como eu esperava. Está longe de ser um filmaço. Porém, está mais longe ainda de ser péssimo.
Abs!
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