
Quem surfa sabe que existe um código de conduta em praias onde você não é da turma dos locais. E sabe também que arrumar um pequeno desentendimento na água pode terminar em uma grande confusão na areia. E, se não sabia, depois deste documentário vai ficar sabendo que se o qüiproquó for em Maroubra, na Austrália...
Sunny Abberton, o diretor, é um Bra Boy - como são chamados os surfistas locais de Maroubra. Em seu longa, ele mostra como a comunidade foi formada, os percalços pelos quais precisou atravessar e o apartheid social criado pelos efeitos da colonização inglesa. Os laços de unidade, de protecionismo e de solidariedade foram se fortalecendo ao mesmo tempo em que o grupo ganhava as páginas policiais dos jornais locais e, mais tarde, as pautas de redes internacionais de televisão. Pancadarias e desentendimentos com as autoridades locais eram uma constante nas areias de Maroubra.
O documentário explora justamente a fama de meninos encrenqueiros dos Bra Boys e o respeito que eles conseguiram no mundo do surfe não pela má reputação, mas por suas manobras e ousadia nas ondas. O centro do argumento são os três irmãos Abberton: Sunny, o diretor, que tenta manter a família sempre unida; Jai, que foi acusado de assassinato; e Koby, que ganhou projeção internacional em competições.
O complicado de "Bra Boys" é não haver ainda legendas em português. O filme foi lançado ano passado na Austrália, faturou bem e deve chegar ao Brasil só em 2009. Por isso, entender o inglês dos aussies, para mim, foi tarefa hercúlea! Ainda bem que Russel Crowe, gladiador e narrador da história, tem um sotaque mais leve.
No mais, é um belo documentário de surfe. Há ondas gigantes, points arriscados (de verdade, impressionante!), contusões assustadoras e até uma divertida disputa pessoal de Koby com Kelly Slater.
Surf's up! Thumbs up!
9 comentários:
Russell Crowe narrando uma história sobre surfistas encrenqueiros é surpreendente. Eu sempre pensei que o negócio dele fosse rugby! :-)
Bom avisar sobre as tretas nauticas, te juro q nunca vou surfar... ha ha
bom fds!
Kamila, ele só narra, não surfa. Pelo menos no filme... rs... O que salva é o fato dele não ter o sotaque tão carregado. Fica mais fácil de entender a história.
Debora, surfar é uma das melhores atividades que existe. Treta acontece em todo o lugar, até num campinho de futebol de várzea. Escroto isso, mas é verdade. Porém, eu tenho certeza que no dia em que você ficar de pé numa prancha e contemplar o mar, a praia e a paisagem de outro ângulo, vai se apaixonar pelo esporte.
Bjs, meninas!
Dudu, é verdade, porque o sotaque dos australianos, irlandeses, escoseses, às vezes é tão difícil de se compreender.
confesso q qdo via a foto do filme, pensei q era algum filme erotico gay.
Kamila, eu fico pensando se isso não tem a ver também com o fato da gente ter se acostumado a ouvir muito mais o inglês estadunidense ou britânico - até mesmo nos cursos de inglês. Havia falas que eu simplesmente deixei pra lá... hahahaha...
Cronista, pode ser que seja um filme gay. Assim como Senhor dos Anéis - depende sempre da leitura.
Bjs e abs!
Dudu, pode ser isso. Tive um professor de Inglês que sempre me disse que o segredo para entender bem uma língua estrangeira é acostumar o ouvido com o som das pessoas falando o idioma.
Até agora dos filmes de surf que eu assisti na minha vidinha, não gostei de nenhum!
Esta temática para mim é muito chata, mesmo sendo narrado por R. Crowe!
Gustavo Madruga!
Gustavo, para mim é o contrário: o Russel Crowe é muito chato, mesmo a narrativa sendo sobre surfe... rs...
Abs.
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