Ano novo, vida nova, novos filmes e, para não perder o ritmo, nova contagem. E para início de conversa, ou melhor, de resenha, nada mais apropriado do que uma comédia. E nada mais apropriado ainda do que uma comédia sobre gravidez - uma vez que eu também estou ligeiramente grávido.
Esperava uma comédia hilária, incorreta e competente como foi o trabalho anterior de Apatow, "O virgem de 40 anos", que apesar do título canhestro e infantilóide é um filme engraçado sem cair em lugares comuns. Esse aqui é até engraçado e divertido. Porém, conhecendo o trabalho do diretor, era de se esperar algo um pouco mais transgressor.
O roteiro, sobre uma gravidez completamente inesperada, é bacana. Estão lá todas as fases a serem transpostas, contadas por semanas, e não mais por dias ou meses, bem como as frases que todos os grávidos, invariavelmente, são obrigados a escutar. Os comediantes têm um timing perfeito e até a trilha sonora colabora, com a bela "We are nowhere and it's now", do Bright Eyes, pontuando momentos de puro mimo e júbilo materno. Há, sim, pitadas de humor negro e algumas cenas graficamente mirabolantes, principalmente na hora do parto, mas nada de mais.
Eu até me emocionei nas últimas seqüências, obviamente, por minha condição gestacional. Ou seja, o filme fica mais cativante, e talvez por isso menos engraçado, para quem já passou ou está passando por esta indescritível experiência - seja ela fruto de uma trepada inconseqüente, como no filme, ou fruto de um relacionamento sólido e sadio.
É, casais... temei!
4 comentários:
Bom, primeiro parabéns pela sua "condição".
Quanto ao filme, que não vi, acho que é a primeira critica honesta que li a respeito. Não desmerecendo as outras.
Dudu, parabéns pelo filho (a) que está por vir!
Imagino que assistir "Ligeiramente Grávidos" esperando o primeiro (a) filho (a) deve ser uma experiência totalmente diferente da minha, que ainda não passei por isso.
Falando do filme: não esperava ver algo transgressor, mas gostei da sensibilidade e da maturidade do filme. E, principalmente, da maneira pela qual o Judd Apatow mostrou os relacionamentos amorosos do filme.
A sequência final é linda e acho que fecha o filme de uma maneira perfeita.
Também esperava um pouco mais desse filme, mas o Apatow conseguiu manter aquele nivel de decência de suas comédias para que não caiam no lugar comum e nem se tornem manjadas. Mas ainda prefiro seu filme anterior. Até porque tinha o Steve Carrel.
Aproveito pra falar aqui de minha admiração por Planeta Terror, que nada mais é do que um filme-homenagem ao cinema trash, divertidíssimo. Ainda não vi o seguimento do Tarantino.
Parabéns aí velho pelo pequeno (ou seria ela) que está por vir. Felicidades.
Pessoal, obrigado aí pelos parabéns. É uma menina!
Bjs e abs!
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