
Entrei na locadora sabadão à noite, notei a pilha de devoluções que haviam sido feitas no final do dia e lá estavam vários filmes do Bergman. Perguntado sobre, o balconista confirmou minha suspeita: por causa da morte deste monstro sagrado da sétima arte, seus filmes começaram a ser mais alugados. Triste que aconteça só agora. Bom saber que mais pessoas estão se interessando por Bergman.
E lá estava "Fanny e Alexander", com suas três horas de duração. Sempre há tempo para rever clássicos como este. Alugado.
Bergman filmou esta obra-prima já maduro, em 1982, depois de retornar da Alemanha para sua cidade natal, na Suécia. Segundo o próprio, esta é sua biografia cinematográfica. O roteiro conta a história de duas crianças, as do título, que passam por transformações profundas quando o pai, diretor de um teatro, morre. Para rechear a densa trama, lá estão o simbolismo e o realismo fantástico.
Muita gente diz que este filme é o menos "bergniano" (odeio estes termos...) do realizador sueco. Discordo. É misterioso, intrigante, luxuoso, impecável. Uma verdadeira aula de direção. Uma verdadeira obra de arte.
Não é um filme para o gosto comum, de jeito nenhum. Porém, eu o vi comendo pipoca, ora bolas! E para aqueles que dizem que cinema de arte (odeio este termo também) é chato, faço minhas as palavras de Glauber Rocha, que dizia que "a linguagem cinematográfica é muito rica para apenas contar histórias".
Ave Bergman!
2 comentários:
"a linguagem cinematográfica é muito rica para apenas contar histórias".
concordo plenamente!!!!
bj´s
O primeiro Bergman a gente nunca esquece... Assisti com uns 13, 14 anos e mexeu muito comigo... Foi a partir de Fanny E Alexander que comecei a pesquisar outros filmes do Bergman... Lindo texto Dudu.
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