
Eu achei que fosse quebrar a cara de vez. Vinha de uma excelente seqüência de filmes de Woody Allen. Não cheguei a enterrar de vez a certa implicância que tenho com ele, mas me diverti um bocado.
Quando Allen não faz papel de escritor maníaco depressivo em crise que quer comer a psicóloga gostosa, e quando o roteiro não gira em torno da bizarra e estranha sexualidade foucaultiana, eu gosto do filme. Foi assim com várias películas, como "Zellig", "Poucas e Boas" e "Match Point". Aqui não é diferente. E, como acontece nos bons filmes dele, o roteiro é comum, criativo, curioso: o fantasma de um jornalista repassa a uma estudante uma pista do que pode ser um grande furo de reportagem - a identidade do serial killer conhecido como Assassino do Tarô.
A partir daí, o que se segue é uma enxurrada de piadas inteligentes, posicionadas milimétricamente nos bons diálogos. É quase impossível não rir aquele riso fleumático, sem exageros, gostoso.
As atuações estão ótimas. Woody ainda me incomoda um pouco com aqueles tiques e aquela gaguice que, a mim, parece forçosa demais (li que, quando criança, ele era gago de verdade. Será?). Porém, o casal Scarlett Johansson e Hugh Jackman está sensacional. O senhor Wolverine sem garras mutantes e roupa colante prova que é polivalente. Quanto à protagonista, parece que o casamento, não no sentido bíblico, com Woody Allen (no caso dele, é bom alertar) deu muito certo. Perfeita, com um roteiro pensado e escrito para ela.
Diversão garantida.
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